Fundadores de XP, Nubank e Stone criam Instituto B55 para apoiar pequenas e médias empresas

O Instituto B55 foi criado por fundadores de XP, Nubank e Stone para apoiar PMEs com mentoria, capital e formação executiva, mirando empresas que buscam superar estagnação e ampliar governança. Continue lendo e saiba mais.
Fundadores apresentam o Instituto B55 em evento de lançamento
Benchimol, Street e Vélez anunciam o Instituto B55 voltado ao crescimento de PMEs. (Foto: Divulgação/Instituto B55)

O Instituto B55 foi oficialmente criado nesta terça-feira (10/02) por Guilherme Benchimol (fundador da XP Inc.), André Street (cofundador da Stone) e David Vélez (fundador do Nubank) com o objetivo de apoiar pequenas e médias empresas que enfrentam estagnação. A organização nasce sem fins lucrativos e terá formação executiva, mentorias e aporte financeiro como pilares centrais.

O primeiro programa está previsto para começar em 6 de março (06/03), através de uma live. Além do trio fundador, empresários como Jorge Paulo Lemann (3G Capital), Renata Vichi (Kopenhagen), Alexandre Birman e David Feffer (Suzano) participarão de atividades voltadas à capacitação empresarial.

Instituto B55 estrutura apoio empresarial em quatro frentes

O Instituto B55 atuará com quatro eixos: Educação & Desenvolvimento, Comunidade & Networking, Jornada & Aceleração e Hub de Empreendedorismo & Inovação. Na prática, a entidade oferecerá cursos, encontros estruturados e programas de aceleração voltados a empresas com histórico comprovado.

Além disso, startups e Pequenas e Médias Empresas (PMEs) poderão acessar mentorias diretas com executivos e empreendedores experientes, bem como apoio financeiro. Segundo André Street, “o mercado é forte, mas falta conexão real, trocas concretas e mais experiências compartilhadas”. Para ele, o foco do Instituto B55 será unir método, conhecimento aplicado e rede de apoio.

Formação executiva e rede estratégica

A operação diária do Instituto B55 ficará sob responsabilidade de Cristhiano Faé, empreendedor gaúcho com passagens por empresas como Accera, W3BOX, Raisy e Scale Partners. Ele também atuou como investidor e conselheiro em companhias como Neogrid, D1 e Seedz.

De acordo com Faé, o nstituto atuará como complemento a organizações como Endeavor, G4 Educação e Sebrae. “Nosso foco é atender quem já construiu algo relevante e agora busca método, rede qualificada e experiência prática para continuar crescendo”, afirmou.

Modelo financeiro e posicionamento do Instituto B55

Os fundadores realizaram um aporte inicial, embora não tenham divulgado o valor. A meta é que o Instituto B55 alcance autofinanciamento no longo prazo, com receitas geradas por cursos, mentorias e programas estruturados.

Benchimol destacou que a instituição vai além de treinamentos pontuais:

“Não queremos apenas vender cursos de fim de semana ou entregar certificados. Queremos oferecer um espaço seguro para conversas que impactem as empresas de forma concreta”, declarou.

Ao reunir lideranças que participaram da construção de algumas das maiores fintechs do país, o Instituto B55, portanto, surge em um momento de maior seletividade de crédito, pressão por governança e busca por eficiência operacional.

Foto de Moises Freire Neto

Moises Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista, formado pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação focada em economia, mercado de trabalho, indústria e políticas públicas. Integra as equipes editoriais do J1 e do Economic News Brasil, veículos do Sistema BNTI de Comunicação. Sua produção é voltada à análise de dados, decisões institucionais e impactos econômicos, com abordagem crítica, rigor factual e interesse público.

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