A balança comercial de fevereiro registrou superávit de US$ 2,1 bilhões (cerca de R$ 10,5 bilhões) na terceira semana do mês, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (23/02) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No período, as exportações somaram US$ 5,79 bilhões (cerca de R$ 28,9 bilhões), enquanto as importações ficaram em US$ 3,72 bilhões (cerca de R$ 18,6 bilhões).
Com isso, a corrente de comércio alcançou US$ 9,5 bilhões (cerca de R$ 47,5 bilhões) na semana. A balança comercial da terceira semana de fevereiro mantém, assim, um ritmo mais favorável às vendas externas, com crescimento mais intenso das exportações em relação às importações.
Balança comercial fevereiro 2026 amplia saldo no mês
No acumulado até a terceira semana, a balança comercial de fevereiro consolida superávit no mês, com avanço mais forte das exportações frente às importações. Os dados mostram expansão relevante do fluxo comercial em relação ao mesmo período do ano passado.
Até a 3ª semana de fevereiro:
- Exportações: US$ 19,5 bilhões (cerca de R$ 97,5 bilhões)
- Importações: US$ 16,7 bilhões (cerca de R$ 83,5 bilhões)
- Saldo positivo: US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões)
- Corrente de comércio: US$ 36,1 bilhões (cerca de R$ 180,5 bilhões)
O ritmo médio diário reforça essa dinâmica, especialmente quando comparado à balança comercial de fevereiro de 2025.
Médias diárias no período:
- Corrente de comércio: US$ 2.779,28 milhões (cerca de R$ 13,9 bilhões)
- Saldo médio diário: US$ 217,35 milhões (cerca de R$ 1,09 bilhão)
- Crescimento da corrente de comércio: +20,9% sobre fevereiro de 2025
- Exportações: +31,7% na média diária
- Importações: +10,3% na média diária
A diferença de ritmo entre vendas externas e compras internacionais explica a ampliação do saldo ao longo do mês.
Desempenho do comércio exterior por setores
O resultado mensal é sustentado principalmente pelo desempenho industrial e extrativo. A expansão das exportações foi disseminada, mas com forte concentração em setores ligados a commodities e manufaturados.
Exportações — variação da média diária (fev/2026 vs fev/2025):
- Indústria Extrativa: +70,5%
- Acréscimo de US$ 150,43 milhões (cerca de R$ 752 milhões)
- Indústria de Transformação: +26,8%
- Acréscimo de US$ 180,97 milhões (cerca de R$ 905 milhões)
- Agropecuária: +10,6%
- Acréscimo de US$ 25,72 milhões (cerca de R$ 128 milhões)
Esse desempenho ajuda a sustentar o superávit da balança comercial de fevereiro de 2026, com destaque para produtos minerais e industriais.
Pelo lado das compras externas, o comportamento foi mais moderado e setorialmente desigual.
Importações — variação da média diária:
- Indústria de Transformação: +11,3%
- Acréscimo de US$ 121,97 milhões (cerca de R$ 610 milhões)
- Indústria Extrativa: +7,5%
- Acréscimo de US$ 3,56 milhões (cerca de R$ 17,8 milhões)
- Agropecuária: -17,3%
- Redução de US$ 4,57 milhões (cerca de R$ 22,8 milhões)
O quadro setorial mostra exportações acelerando acima das importações, o que preserva o saldo positivo neste início de ano.
Acumulado do ano mantém saldo positivo
No acumulado de 2026, a balança comercial fevereiro 2026 se insere em um quadro mais amplo de superávit. As exportações totalizam US$ 44,6 bilhões (cerca de R$ 223 bilhões), contra US$ 37,5 bilhões (cerca de R$ 187,5 bilhões) em importações.
O saldo positivo no ano atinge US$ 7,2 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões), com corrente de comércio de US$ 82,1 bilhões (cerca de R$ 410,5 bilhões). Portanto, a evolução da balança comercial de fevereiro de 2026, especialmente se mantido o diferencial de crescimento das exportações, será determinante para o resultado do primeiro trimestre.