Senado pressiona por depoimento de Daniel Vorcaro após ausência na CPI

O depoimento de Daniel Vorcaro virou foco de pressão no Senado após ausência na CPI do INSS em 23/02. A CAE marcou nova tentativa para a próxima terça-feira (03/03), sob decisão do STF sobre deslocamento. Saibam mais.
Depoimento de Daniel Vorcaro na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado
O presidente da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que manterá a convocação e que Vorcaro confirmou deslocamento a Brasília em voo comercial. (Foto: Lula Marques/ Agência Brasil)

O depoimento de Daniel Vorcaro voltou ao centro da articulação política no Senado nesta terça-feira (24/02), um dia após o empresário não comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do INSS, que havia antecipado sua oitiva para última segunda-feira (23/02). Diante da ausência, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) marcou nova tentativa para a próxima terça-feira (03/03).

A CPI havia reagendado a sessão originalmente prevista para o dia 26, tentando ouvi-lo antes da CAE. O comparecimento, porém, não ocorreu. No dia seguinte, o presidente da comissão econômica, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que manterá a convocação e que Vorcaro confirmou deslocamento a Brasília em voo comercial.

Depoimento de Daniel Vorcaro ocorre sob pressão após decisão do STF

O contexto ganhou novo componente jurídico. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), desobrigou o empresário de comparecer à CPI do INSS. Além disso, vetou o uso de aeronave privada para o deslocamento à capital federal.

A defesa mencionou preocupação com segurança ao tratar da viagem em voo comercial. Ainda assim, segundo Renan, o empresário teria informado que providenciará “a aquisição da passagem em voo comercial, a questão do transporte e da custódia”.

Leia também: Vorcaro na CPMI vira teste de força e pode redesenhar limites do Senado

Senado reage à frustração da CPI

O depoimento de Daniel Vorcaro na CAE passou a concentrar a pressão política após a sessão esvaziada da CPI. A comissão econômica mantém grupo de trabalho dedicado ao acompanhamento do caso Master, que envolve apuração da Polícia Federal e interlocução com o Banco Central.

Paralelamente, integrantes da CAE terão reunião com André Mendonça. Além disso, Renan declarou que solicitará colaboração do STF, do Tribunal de Contas da União (TCU), da Polícia Federal e do Banco Central para subsidiar os trabalhos.

Depoimento de Daniel Vorcaro e disputa institucional

A defesa chegou a sugerir alternativas como videoconferência ou reunião em São Paulo. O senador Carlos Viana (Podemos-MG) rejeitou modelo que não fosse presencial. Para Renan, portanto, a CAE é um “fórum mais recomendável” para a discussão.

Nesse ambiente, o depoimento de Daniel Vorcaro deixou de ser apenas uma audiência e passou a simbolizar a reação do Senado após a frustração na CPI. A sessão da próxima semana, portanto, tende a influenciar o debate sobre supervisão do sistema financeiro e governança bancária. Além, é claro, da coordenação entre Legislativo e Judiciário em casos de elevada sensibilidade política.

Foto de Moises Freire Neto

Moises Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista, formado pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação focada em economia, mercado de trabalho, indústria e políticas públicas. Integra as equipes editoriais do J1 e do Economic News Brasil, veículos do Sistema BNTI de Comunicação. Sua produção é voltada à análise de dados, decisões institucionais e impactos econômicos, com abordagem crítica, rigor factual e interesse público.

Veja também:

Algum fato relevante chamou sua atenção?

Envie fatos, registros e informações para análise da redação do J1 News.

Publicidade