Julgamento de Cláudio Castro, governador do Rio, deve ter novo adiamento no TSE

Julgamento de Cláudio Castro será retomado em 10 de março no TSE, mas ministros admitem novo pedido de vista. A ação pode resultar em cassação, novas eleições no RJ e impacto direto no cenário político estadual.
Julgamento de Cláudio Castro no TSE pode ter novo adiamento
Cláudio Castro é alvo de ação no TSE que pode resultar em cassação e enfrenta risco de novo adiamento no julgamento. Foto: PL/Divulgação

O julgamento de Cláudio Castro, Governador do Rio de Janeiro, será retomado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 10 de março sob a avaliação interna de que pode não ser concluído. Ministros da Corte admitem a possibilidade de um novo pedido de vista, o que adiaria a decisão na ação que pode levar à cassação do governador do Rio de Janeiro.

A sessão será reiniciada com o voto do ministro Antonio Carlos Ferreira, que havia pedido vista em novembro. Ele liberou o voto na última quinta-feira (19/02), e a presidente do TSE, Cármen Lúcia, marcou o julgamento. Ainda assim, a leitura entre integrantes do tribunal é de que a deliberação pode enfrentar nova interrupção. A análise, porém, envolve consequências que ultrapassam o calendário processual.

Julgamento de Cláudio Castro já tem voto pela cassação

Até agora, apenas a relatora, ministra Isabel Gallotti, votou. Ela se manifestou pela cassação de Castro e do deputado estadual Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio. Gallotti também determinou a realização de eleições suplementares para o governo estadual e a retotalização dos votos para deputado estadual.

No voto, a ministra afirmou que o caso revela “conjunto de circunstâncias extremamente grave”. Segundo ela, houve “elaborado esquema de uso da estrutura administrativa estadual e seus recursos com a finalidade de influenciar nas eleições”. A posição contrasta com a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio, que absolveu a chapa por 4 votos a 3.

Caso Ceperj e acusação de abuso de poder

A ação eleitoral apura suposto abuso de poder político e econômico envolvendo a Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro. O Ministério Público Eleitoral sustenta que houve uso da estrutura pública para contratação de cabos eleitorais. Castro nega as acusações.

Como informou o colunista Lauro Jardim, a Polícia Federal finalizou relatório ligado à investigação da Ceperj. O documento está conectado ao contexto do processo em análise no TSE e pode influenciar o ambiente jurídico do caso.

Se confirmada a cassação, o estado poderá passar por nova eleição para o governo e alteração na linha sucessória. Além disso, o desfecho atinge o projeto político de Castro, que pretende disputar vaga ao Senado. O julgamento de Cláudio Castro, portanto, segue sob expectativa não apenas pelo mérito da acusação, mas pela possibilidade concreta de novo adiamento antes da definição final.

Foto de Ramylle Freitas

Ramylle Freitas

Ramylle Freitas é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atua na cobertura de política e geopolítica no J1, com produção de conteúdos analíticos voltados ao cenário institucional, relações internacionais e dinâmicas de poder. Também colabora com a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), reforçando o compromisso com apuração rigorosa e checagem de fatos.

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