Investimentos no Tesouro Direto alcançaram R$ 12,02 bilhões em janeiro, o maior valor da série histórica. No mesmo período, foram registradas 1.305.976 operações, também o maior número já contabilizado pelo programa. Além disso, o dado consolida um início de ano de forte entrada na dívida pública federal.
Os resgates somaram R$ 7,14 bilhões, o que resultou em emissão líquida de R$ 4,88 bilhões. Além disso, mais da metade das aplicações (55,7%) ficou abaixo de R$ 1 mil, enquanto o valor médio por operação atingiu R$ 9.207,33. A combinação de recorde financeiro com pulverização das ordens indica avanço simultâneo de volume e base.
Investimentos no Tesouro Direto concentram vendas no Tesouro Selic
Dentro do volume recorde registrado em janeiro, os investimentos no Tesouro Direto revelam uma preferência clara por liquidez e previsibilidade. A composição das vendas mostra concentração em títulos pós-fixados, especialmente aqueles atrelados à Selic, a taxa básica de juros.
- Tesouro Selic: R$ 5,9 bilhões em vendas (48,9% do total)
- Resgates no Tesouro Selic: R$ 2,4 bilhões (69,5% das recompras)
- Títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+ e variações): R$ 4,3 bilhões (36%)
- Títulos prefixados: R$ 1,8 bilhão (15,1%)
- Tesouro RendA+: R$ 766,9 milhões (6,4%)
- Tesouro Educa+: R$ 174,4 milhões (1,5%)
A liderança do Tesouro Selic indica busca por menor volatilidade em ambiente de juros elevados. Ao mesmo tempo, a participação dos papéis indexados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) reforça a estratégia de proteção contra inflação. Enquanto os prefixados mantêm presença mais moderada na carteira dos investidores.
Distribuição por prazos mostra equilíbrio nas novas compras
A leitura dos investimentos no Tesouro Direto por vencimento revela uma escolha calculada. O investidor concentrou as novas compras em prazos médios, evitando tanto a exposição muito longa quanto a liquidez excessivamente curta.
- Vencimento entre 5 e 10 anos: 40,6% das vendas
- Vencimento entre 1 e 5 anos: 39,9%
- Vencimento acima de 10 anos: 19,5%
O desenho aponta equilíbrio entre retorno projetado e flexibilidade.
Além disso, no acumulado, o estoque total do programa fechou janeiro em R$ 220,2 bilhões, com crescimento de 3,3% no mês e 37,8% em 12 meses. A composição do volume mantido, portanto, reforça a predominância dos títulos corrigidos pela inflação e dos papéis pós-fixados:
- Títulos indexados ao IPCA: R$ 111,4 bilhões (50,6%)
- Títulos atrelados à Selic: R$ 83,8 bilhões (38%)
- Títulos prefixados: R$ 25,0 bilhões (11,4%)
Portanto, a estrutura do estoque confirma que, mesmo diante do recorde mensal, a alocação segue concentrada em instrumentos de proteção inflacionária e liquidez elevada.
Base ativa cresce e reforça os Investimentos no Tesouro Direto
O número de investidores ativos chegou a 3.454.385 pessoas, crescimento de 14,7% em 12 meses. Já os cadastrados atingiram 34.587.727, avanço de 9,8% no mesmo período. A ampliação da base acompanha o aumento do estoque e reforça o papel da pessoa física no financiamento da dívida pública.
Ao registrar o maior valor da série histórica, os investimentos no Tesouro Direto consolidam a renda fixa pública como principal destino da poupança doméstica no início de 2026. O avanço simultâneo de volume, operações e investidores indica que a busca por liquidez e proteção contra inflação segue dominante no mercado de títulos públicos federais.