Após bombardeio, Trump anuncia que líder supremo do Irã, Ali Khamenei, está morto

Trump afirmou que Ali Khamenei está morto após ataque conjunto de EUA e Israel. Irã nega confirmação e reage militarmente. Fechamento do Estreito de Ormuz amplia tensão geopolítica e pressão sobre o mercado global de energia.
Ali Khamenei está morto, anuncia Trump após ataque ao Irã
Donald Trump anuncia a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, após ataque conjunto de EUA e Israel. Fotos: Reprodução/Youtube ; West Asia News Agency/Divulgação via REUTERS

Após os bombardeios conjuntos de Estados Unidos e Israel contra alvos em Teerã neste sábado (28/02), Donald Trump afirmou que Ali Khamenei está morto. Segundo o presidente americano, o líder supremo do Irã não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento operados em cooperação com Israel. Ele declarou que a ofensiva continuará “pelo tempo que for necessário”. Até a última atualização, o governo iraniano não confirmou a morte.

O governo iraniano ainda não confirmou a morte. Um porta-voz disse à ABC News que o líder está “bem e seguro”, criando uma disputa direta de versões entre Washington e Teerã. A divergência ocorre enquanto os efeitos militares do ataque ultrapassam a capital e atingem parte relevante do território iraniano.

Ali Khamenei está morto e a disputa pública entre EUA e Irã

A imprensa iraniana informou que os ataques deixaram 201 mortos e 747 feridos, com explosões registradas em 24 das 31 províncias do país. Netanyahu afirmou haver indícios de que o complexo utilizado por Khamenei foi destruído. Trump publicou na Truth Social que a ofensiva busca alcançar “paz no Oriente Médio”.

Enquanto os Estados Unidos afirmam que não houve militares feridos e que os danos às bases foram mínimos, o Irã declarou ter atingido 14 instalações americanas na região. O fechamento do Estreito de Ormuz, corredor central para o transporte global de petróleo, adiciona um vetor econômico à crise. Para além da disputa diplomática, o cenário passa a afetar cadeias energéticas internacionais.

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Retaliação iraniana amplia a escala militar

Após o ataque inicial, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e bases americanas no Golfo. Explosões foram relatadas em Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. Uma pessoa morreu em Abu Dhabi, segundo autoridades locais. A Reuters informou ainda quatro mortos na Síria.

Netanyahu declarou que “milhares de alvos” poderão ser atingidos nos próximos dias. O governo iraniano prometeu reagir e afirmou que 24 províncias sofreram impactos diretos. A ofensiva ocorre após o fracasso das negociações sobre o programa nuclear iraniano, encerradas na sexta-feira (27/02), sem avanço diplomático. A crise militar, portanto, sucede um impasse político já estabelecido.

O peso institucional do líder supremo iraniano

Caso confirmada, a informação de que Ali Khamenei está morto encerra quase quatro décadas de comando sobre uma teocracia que concentra autoridade política e religiosa. Desde 1989, ele controlava política externa, segurança nacional e forças armadas, além de poder vetar decisões presidenciais e demitir integrantes do governo.

O regime enfrentou protestos relevantes em 2009, 2019 e 2022, reprimidos com violência, em meio a sanções econômicas impostas pelo Ocidente. O Irã, com cerca de 90 milhões de habitantes, enfrenta inflação elevada e restrições na exportação de petróleo. A liderança suprema também exercia influência sobre alianças regionais como Hezbollah e Hamas.

No cenário atual, Ali Khamenei está morto segundo a Casa Branca, mas sob contestação oficial iraniana. A eventual sucessão poderá redefinir o comando das forças armadas e a condução do programa nuclear, enquanto o bloqueio no Estreito de Ormuz pressiona mercados globais. O próximo passo não dependerá apenas da retórica internacional, mas da estabilidade interna de um regime submetido a teste militar e político simultâneo.

Foto de Ramylle Freitas

Ramylle Freitas

Ramylle Freitas é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atua na cobertura de política e geopolítica no J1 News Brasil, com produção de conteúdos analíticos voltados ao cenário institucional, relações internacionais e dinâmicas de poder. Também colabora com a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), reforçando o compromisso com apuração rigorosa e checagem de fatos.

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