A Range Rover blindada de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, avaliada em mais de R$ 700 mil, foi apreendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante fiscalização na BR-381, em Pouso Alegre (MG), na noite da quarta-feira (04/03). Sicário morreu em Belo Horizonte após atentar contra a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal (PF). O carro do Sicário apreendido pelos agentes estava sujeito a restrição de circulação determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
No momento da abordagem, um casal conduzia o veículo no trajeto entre Belo Horizonte e São Paulo. Segundo a PRF, os ocupantes afirmaram que o carro pertencia a um amigo. Contudo, ao consultar os sistemas, os policiais identificaram a restrição judicial e decidiram reter o automóvel.
Além disso, os agentes encontraram irregularidades no licenciamento do veículo. Por isso, a PRF apreendeu a Range Rover, que agora permanece sob custódia da Justiça enquanto autoridades analisam a situação jurídica do bem.
Carro de Sicário apreendido após ordem do STF
Durante a verificação da documentação, os policiais confirmaram que o automóvel está registrado em nome de Mourão, preso um dia antes na investigação relacionada ao Banco Master. Assim, a restrição judicial determinava que o veículo não poderia circular.
Diante dessa decisão, os agentes recolheram o carro ainda durante a fiscalização rodoviária. Ao mesmo tempo, a PRF informou que não encontrou nenhum objeto ilícito com o casal que transportava o veículo.
Ligação com investigação do Banco Master
Investigadores apontam Mourão como integrante de um suposto esquema de ameaças e intimidações ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Segundo os investigadores, as suspeitas fazem parte de uma investigação mais ampla sobre fraudes bancárias.
A defesa de Vorcaro nega irregularidades. De acordo com os advogados, não há comprovação de participação do empresário em qualquer prática ilegal atribuída pela investigação.
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Situação médica após prisão
Após a prisão, Mourão tentou suicídio na Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte. Em seguida, equipes médicas transferiram o detido para o Hospital João XXIII, referência em atendimento de trauma na capital mineira.
Na sequência, médicos iniciaram protocolo de morte cerebral, procedimento usado para confirmar a ausência irreversível de atividade neurológica. Até o momento, autoridades não divulgaram o resultado final do processo.
Nesse cenário, o carro de Sicário apreendido mostra como decisões judiciais ligadas à investigação começam a atingir também bens associados aos investigados. Assim, as medidas ampliam o alcance prático das determinações judiciais no caso que envolve o Banco Master.