Veterano ferido no Senado dos EUA após protesto contra guerra com Irã

O caso do veterano ferido no Senado dos EUA ocorreu após um protesto contra a guerra com o Irã durante audiência militar no Capitólio. O episódio acontece enquanto o conflito no Oriente Médio se amplia e passa a gerar tensão política também dentro do Congresso americano.
Veterano ferido no Senado dos EUA sendo retirado por seguranças após protesto contra guerra com Irã - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Brian McGinnis, veterano dos fuzileiros navais, é retirado por seguranças após interromper audiência no Senado dos EUA em protesto contra a guerra com o Irã. - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um manifestante teve o braço quebrado na quarta-feira (04/03) ao interromper uma audiência no Capitólio, em Washington, para protestar contra a guerra envolvendo Estados Unidos (EUA), Israel e Irã. Durante a sessão de um subcomitê das Forças Armadas do Senado, agentes de segurança retiraram o homem à força, episódio que terminou com um veterano ferido no Senado dos EUA.

Veículos de imprensa identificaram o manifestante como Brian McGinnis, veterano do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos. Enquanto interrompia a audiência, ele gritou frases contra o conflito, entre elas “ninguém quer lutar por Israel”, conforme mostram imagens divulgadas posteriormente.

Veterano ferido no Senado dos EUA durante retirada

O grupo antiguerra Code Pink divulgou as imagens do momento em que seguranças retiram o manifestante da audiência. Nas gravações, McGinnis aparece cercado por agentes enquanto eles o conduzem para fora da sala.

Durante a retirada, o veterano sofreu fratura no braço, segundo registros associados ao episódio. Em seguida, agentes o levaram pelos corredores do Capitólio. Em determinado momento, ele aparece sentado no chão, encostado a uma parede, enquanto policiais permanecem ao redor.

A agência Reuters confirmou a autenticidade do material. Para isso, comparou o vídeo com a transmissão oficial da audiência e com registros fotográficos do local.

Protesto ocorre em meio à guerra entre EUA, Israel e Irã

O protesto ocorreu enquanto a guerra no Oriente Médio avançava. No sábado (28/02), EUA e Israel iniciaram ataques contra o Irã, ligados às disputas sobre o programa nuclear iraniano.

Em resposta, o governo iraniano lançou ações contra países da região que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Assim, a escalada militar ampliou a tensão regional. Além disso, o tema passou a dominar debates políticos dentro dos Estados Unidos, inclusive em audiências realizadas no Congresso, como o cenário no qual ocorreu o episódio do veterano ferido no Senado dos EUA.

Leia também:

Declarações ampliam tensão após morte do líder iraniano

No domingo, a mídia estatal do Irã informou que o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, morreu durante ataques conduzidos por forças norte-americanas e israelenses.

Após o anúncio, o governo iraniano prometeu uma “ofensiva mais pesada” em resposta militar. Nesse contexto, o presidente Masoud Pezeshkian afirmou que a retaliação representa um “direito e dever legítimo” do país.

Por sua vez, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump declarou que qualquer resposta iraniana receberá reação “com uma força nunca antes vista”.

Assim, à medida que a guerra amplia a pressão militar no Oriente Médio, episódios como o de um veterano ferido no Senado dos EUA mostram que o conflito também provoca reação direta dentro do debate político americano.

Foto de Jussier Lucas.

Jussier Lucas.

Jussier Lucas é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e repórter do J1 News Brasil. Atua na cobertura de política, atualidades e temas de interesse público, com experiência em reportagem, comunicação pública e assessoria de imprensa na TV Universitária (TVU) e no TRE-RN.

Veja também:

Algum fato relevante chamou sua atenção?

Envie fatos, registros e informações para análise da redação do J1 News.

Publicidade