A morte de Sicário foi confirmada na noite desta sexta-feira (06/03), às 18h55, em Belo Horizonte, após dias de internação no Hospital João XXIII. Luiz Phillipi Mourão, investigado na Operação Compliance Zero da Polícia Federal, permanecia em estado grave desde a quarta-feira (04/03).
A defesa confirmou o óbito após a conclusão do protocolo médico de morte encefálica, iniciado pela equipe hospitalar ainda pela manhã. Segundo o advogado Robson Lucas, o quadro clínico do investigado se agravou ao longo do dia.
Morte de Sicário após internação no Hospital João XXIII
Luiz Phillipi Mourão permanecia no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital João XXIII desde 4 de março. Ele chegou ao hospital depois de atentar contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais.
De acordo com a investigação, agentes responsáveis pela custódia prestaram os primeiros atendimentos no local. Em seguida, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou o transporte do investigado até a unidade hospitalar.
Durante o período de internação, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais indicou suspeita de morte cerebral. Diante desse quadro, médicos iniciaram o protocolo clínico obrigatório para confirmar a morte encefálica antes da declaração oficial de óbito.
Prisão ocorreu na Operação Compliance Zero
A prisão de Mourão ocorreu na manhã da quarta-feira (04/03), quando agentes o conduziram para a carceragem da Polícia Federal na capital mineira. Na ocasião, o mandado de prisão partiu do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Além disso, a medida integrou a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas relacionadas a práticas irregulares envolvendo pessoas ligadas ao Banco Master.
No mesmo contexto, o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira, também se tornou alvo de medidas judiciais durante a operação conduzida pelas autoridades federais.
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Investigação apontava atuação ligada a Vorcaro
Segundo investigadores da Polícia Federal, Mourão atuava como auxiliar do empresário Daniel Vorcaro. Nesse cenário, relatórios da investigação indicam que ele realizava atividades de monitoramento de pessoas consideradas adversárias dos interesses do empresário.
Além disso, os investigadores afirmam que o investigado também participou da coleta de informações classificadas como sigilosas durante disputas ligadas ao grupo empresarial analisado na operação.
Com isso, a morte de Sicário faz com que um dos nomes citados nos relatórios da Polícia Federal deixe de participar diretamente das próximas etapas do processo. Ainda assim, as provas reunidas na investigação permanecem válidas e continuam sob análise das autoridades responsáveis pelo caso.