Resgate de Sicário na PF: corporação diz que socorro levou 10 minutos

O Resgate de Sicário na PF ocorreu após tentativa de suicídio na carceragem da Polícia Federal em Minas Gerais. A corporação afirmou que o socorro começou cerca de 10 minutos após a identificação do episódio e abriu investigação interna sobre o atendimento ao investigado ligado ao caso Banco Master.
Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, investigado pela Polícia Federal em caso ligado ao Banco Master - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, investigado em operação da Polícia Federal relacionada ao caso Banco Master - Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Federal informou que o socorro ao investigado Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, começou cerca de 10 minutos após a corporação identificar uma tentativa de suicídio dentro da carceragem da instituição em Minas Gerais. O resgate de Sicário na PF (Polícia Federal) ocorreu na quarta-feira (04/03), poucas horas depois da prisão do investigado.

A PF o deteve durante uma ação da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master e também a atuação de um grupo associado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, suspeito de monitorar adversários, pressionar opositores e tentar acessar informações sigilosas.

Explicação da PF sobre o resgate de Sicário

Em nota, a PF explicou o intervalo de aproximadamente dez minutos. De acordo com a corporação, esse período inclui o momento em que os agentes identificaram a tentativa de suicídio e, em seguida, o deslocamento das equipes de intervenção até a carceragem.

Logo depois, integrantes do Grupo de Pronta Intervenção iniciaram manobras de reanimação. O atendimento durou cerca de 25 minutos até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Durante o procedimento, os profissionais utilizaram adrenalina e um desfibrilador na tentativa de restabelecer os sinais vitais do investigado. Em seguida, a equipe encaminhou Mourão para atendimento hospitalar.

Resgate de Sicário na PF: corporação abre investigação interna

A corporação instaurou um inquérito administrativo para esclarecer o que ocorreu dentro da carceragem.

Para isso, investigadores analisam as imagens registradas no momento da ocorrência. Além disso, a Polícia Federal colheu depoimentos de servidores que participaram do atendimento.

Com esses elementos, a instituição pretende reconstruir a sequência de eventos desde a identificação da tentativa de suicídio até o início do socorro. Dessa forma, a corporação busca esclarecer como se deu o atendimento ao investigado sob custódia.

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Investigação envolve operação sobre o Banco Master

Segundo a apuração policial, Sicário teria atuado no monitoramento de adversários de Vorcaro. Além disso, investigadores apontam episódios de pressão contra opositores.

Em alguns casos, segundo a investigação, teriam ocorrido agressões físicas. A Polícia Federal também apura tentativas de acessar informações sigilosas em sistemas restritos.

Na sexta-feira (06/03), o advogado do investigado informou que foi confirmada a morte cerebral de Mourão.

Nesse cenário, o Resgate de Sicário na PF acrescenta um novo elemento à investigação conduzida pela Polícia Federal sobre o grupo ligado ao caso Banco Master. Ao mesmo tempo, enquanto o inquérito principal busca esclarecer suspeitas de fraude financeira e intimidação de adversários, a apuração interna da corporação passa a examinar as circunstâncias do episódio ocorrido sob custódia. Assim, os investigadores procuram entender de que forma esse episódio pode influenciar a compreensão dos fatos e o andamento das investigações.

Foto de Jussier Lucas.

Jussier Lucas.

Jussier Lucas é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e repórter do J1 News Brasil. Atua na cobertura de política, atualidades e temas de interesse público, com experiência em reportagem, comunicação pública e assessoria de imprensa na TV Universitária (TVU) e no TRE-RN.

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