O julgamento de deputados no STF (Supremo Tribunal Federal) começou nesta terça-feira (10/03) com análise de uma ação penal que envolve dois parlamentares federais e um suplente acusados de corrupção passiva e organização criminosa. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o caso envolve a cobrança de R$ 1,6 milhão em vantagem indevida vinculada à liberação de R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar (MA).
Os réus são os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE). A denúncia aponta que, entre janeiro e agosto de 2020, os investigados teriam solicitado pagamentos para liberar recursos do orçamento público federal.
Julgamento de deputados no STF analisa acusação da PGR
No julgamento de deputados no STF, a Procuradoria-Geral da República sustenta que o esquema teria sido articulado a partir da destinação de emendas parlamentares, instrumento utilizado por congressistas para direcionar verbas do orçamento para estados e municípios.
De acordo com a acusação, os valores das emendas seriam liberados mediante pagamento de vantagem indevida. Além dos três políticos, outras cinco pessoas ligadas aos parlamentares também respondem no processo, que está sob análise da Primeira Turma do STF.
O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin. Também integram o colegiado os ministros Flavio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia, responsáveis por decidir sobre a responsabilidade penal dos acusados.
Julgamento de deputados no STF inclui argumentos das defesas
Durante o andamento do processo, os advogados dos investigados apresentaram diferentes linhas de contestação às acusações. A defesa do deputado Josimar Maranhãozinho afirmou ao tribunal que a denúncia apresentada pela PGR se “mostra frágil e desfundamentada”.
Já os advogados de Bosco Costa solicitaram a rejeição da denúncia por ausência de provas. Segundo a defesa, a acusação estaria baseada em “diálogos de terceiros e anotações manuscritas desconhecidas de Bosco”.
Por sua vez, a defesa do deputado Pastor Gil questionou a legalidade das provas obtidas durante a investigação. Os advogados sustentam que o processo deveria ter começado diretamente no Supremo, e não na Justiça Federal do Maranhão.
Processo sobre emendas parlamentares no Supremo
O julgamento de deputados no STF está previsto para ocorrer em três sessões. A primeira ocorreu na manhã desta terça-feira (10/03), com novas reuniões marcadas para a tarde do mesmo dia e para a manhã de quarta-feira (11/03).
Casos ligados ao uso de emendas parlamentares, ao orçamento público e às investigações da Procuradoria-Geral da República (PGR) passaram a ocupar espaço crescente na pauta do Supremo Tribunal Federal. Nesse contexto, ações envolvendo corrupção, organização criminosa, liberação de recursos federais e processos criminais contra parlamentares ampliaram o debate sobre o controle judicial na destinação de verbas públicas.
No plano institucional, o desfecho desse julgamento de deputados no STF pode reforçar o papel do Supremo na análise de ações penais contra parlamentar
Esse caso também influencia o debate sobre transparência na aplicação de recursos públicos e sobre o funcionamento do sistema político brasileiro.