FBI alerta Califórnia após ameaça de drones ligada ao Irã

O FBI alerta Califórnia sobre possível ataque de drones ligado ao Irã em meio à escalada militar entre Washington e Teerã. Enquanto autoridades ampliam a vigilância, Donald Trump afirmou não estar preocupado com ofensivas em território americano.
Drones militares alinhados em base aérea em meio a alerta de segurança nos EUA após ameaça ligada ao Irã — Foto: Divulgação/Exército dos EUA
Drones militares em base aérea dos Estados Unidos; autoridades ampliaram vigilância após alerta sobre possível ameaça ligada ao Irã. — Foto: Divulgação/Exército dos EUA

A escalada militar entre Estados Unidos e Irã passou a gerar preocupações também dentro do território americano. Nesse cenário, o FBI alerta Califórnia após identificar risco de um possível ataque com drones contra a costa oeste do país. A emissora ABC News revelou o aviso nesta quarta-feira (11/03), enviado às forças policiais do estado.

Segundo o documento citado pela rede de TV, analistas de segurança avaliam que Teerã pode tentar executar um ataque surpresa com veículos aéreos não tripulados contra alvos inespecíficos no território californiano. A hipótese inclui o lançamento dos drones a partir de uma embarcação não identificada próxima ao litoral dos Estados Unidos.

FBI alerta Califórnia e amplia vigilância sobre drones

De acordo com a ABC News, autoridades federais encaminharam o alerta a departamentos policiais para ampliar a vigilância sobre possíveis atividades aéreas suspeitas. As agências de segurança compartilharam o comunicado como medida preventiva diante do risco de ofensivas de retaliação relacionadas ao conflito em andamento no Oriente Médio.

Além disso, fontes do governo americano disseram à emissora que agências de inteligência interceptam transmissões criptografadas em frequências de rádio. As mensagens podem indicar contatos entre autoridades iranianas e estruturas clandestinas espalhadas em diferentes países.

Segundo essas fontes, as transmissões teriam sido enviadas a possíveis “células adormecidas”, grupos associados a forças iranianas que poderiam executar ataques pontuais fora do Oriente Médio.

Trump minimiza risco de ofensiva iraniana

Apesar do alerta, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou nesta quarta-feira que não está preocupado com a possibilidade de ataques iranianos em solo americano. Ao responder a perguntas de jornalistas sobre o monitoramento das autoridades, o republicano disse que o país permanece atento, mas não vê ameaça imediata.

Ao mesmo tempo, Trump tem pressionado empresas de transporte marítimo a manterem operações no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia.

Questionado se navios deveriam continuar atravessando o estreito apesar das tensões, o presidente respondeu: “Deveriam”.

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Conflito no Golfo eleva tensão global

A crise entre Estados Unidos e Irã ganhou intensidade desde 28 de fevereiro, quando forças americanas e israelenses atacaram alvos no território iraniano. Desde então, Teerã passou a lançar mísseis e drones contra países do Golfo Pérsico aliados de Washington.

Nesta quarta-feira, projéteis atingiram pelo menos três navios na região do Estreito de Ormuz, segundo a agência marítima britânica UKMTO. Um graneleiro tailandês sofreu danos durante o ataque e três tripulantes desapareceram.

Outras embarcações também registraram danos leves após impactos de projéteis não identificados. Autoridades iranianas reivindicaram parte das ofensivas, enquanto empresas de segurança marítima monitoram novos incidentes na região.

Com o aumento das hostilidades no Golfo e a possibilidade de retaliações fora do Oriente Médio, o episódio em que o FBI alerta Califórnia amplia o debate sobre segurança interna nos Estados Unidos. Diante desse cenário, autoridades americanas passaram a considerar como risco concreto a hipótese de ações indiretas conduzidas por aliados ou estruturas clandestinas ligadas a Teerã.

Foto de Jussier Lucas.

Jussier Lucas.

Jussier Lucas é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e repórter do J1 News Brasil. Atua na cobertura de política, atualidades e temas de interesse público, com experiência em reportagem, comunicação pública e assessoria de imprensa na TV Universitária (TVU) e no TRE-RN.

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