No tabuleiro das eleições de 2026 em São Paulo, a estratégia eleitoral do PT em São Paulo (SP) mantém duas ministras do governo Lula à espera de definições políticas. Nesta quarta-feira (11/03), interlocutores relataram que Marina Silva e Simone Tebet aguardam um sinal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o desenho da disputa estadual.
Nesse contexto, a indefinição envolve possíveis trocas partidárias e a construção de uma chapa alinhada ao projeto petista no maior colégio eleitoral do país. Ao mesmo tempo, o objetivo é organizar candidaturas competitivas ao governo e ao Senado em um cenário no qual o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece como favorito.
Estratégia eleitoral do PT em SP envolve rearranjo partidário
Dentro da estratégia eleitoral do PT em SP, dirigentes e aliados discutem mudanças de filiação que poderiam reposicionar Marina Silva no cenário eleitoral paulista. Assim, a ministra do Meio Ambiente avalia deixar a Rede Sustentabilidade para disputar uma vaga no Senado.
Entre as alternativas analisadas estão filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT), ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) ou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Segundo interlocutores da ministra, a prioridade é a disputa pela Câmara Alta.
Por outro lado, parte da direção do PT chegou a sugerir que Marina concorresse à Câmara dos Deputados. Ainda assim, pessoas próximas à ministra afirmam que essa hipótese foi descartada, mantendo o foco na candidatura ao Senado.
Simone Tebet avalia migração partidária
Enquanto isso, a movimentação política também alcança Simone Tebet. Atualmente no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), a ministra do Planejamento avalia migrar para o Partido Socialista Brasileiro (PSB), conforme indicam as conversas mais recentes entre aliados.
Tebet já se reuniu com Lula para tratar do cenário eleitoral. Além disso, segundo o jornalista Gustavo Uribe, do programa Bastidores CNN, uma nova conversa entre a ministra e o presidente ainda deve ocorrer nos próximos dias.
Dessa forma, a eventual mudança de legenda está conectada à formação da chapa que aliados pretendem estruturar para a eleição paulista.
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Papel de Haddad e Alckmin interfere no desenho da chapa
No entanto, o principal fator que condiciona essa articulação é a decisão de Fernando Haddad. O ministro da Fazenda evita confirmar publicamente a candidatura ao governo de São Paulo.
Ainda assim, aliados afirmam que ele deve deixar o ministério nos próximos dias e tirar um breve período de descanso antes de iniciar a campanha estadual.
Outro elemento que interfere na estratégia eleitoral do PT em SP é a posição do vice-presidente Geraldo Alckmin. Caso não permaneça como vice na eventual candidatura de Lula à reeleição, existe a possibilidade de disputar uma vaga no Senado.
Nesse cenário, essa hipótese poderia alterar o desenho da chapa e reorganizar o espaço destinado a aliados na eleição paulista. Assim, a estratégia eleitoral do PT em SP segue vinculada às decisões de Lula e Haddad, que devem definir não apenas a candidatura ao governo, mas também o papel de Marina Silva, Simone Tebet e outros aliados na disputa estadual.