Cumprindo pena por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado com broncopneumonia no hospital DF Star, em Brasília, nesta sexta-feira (13/03). Exames confirmaram infecção pulmonar bacteriana bilateral. Diante do quadro, a equipe médica encaminhou o ex-presidente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após episódios de febre alta e queda da saturação de oxigênio.
Nas primeiras horas da manhã, equipes médicas atenderam Bolsonaro após agravamento do quadro respiratório. Em seguida, profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) transportaram o ex-presidente ao hospital. Já na unidade, médicos realizaram exames de imagem e laboratoriais que confirmaram o diagnóstico.
Bolsonaro é internado com broncopneumonia após sintomas respiratórios
O boletim médico aponta broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Por esse motivo, a equipe iniciou antibioticoterapia intravenosa e suporte clínico não invasivo. Enquanto isso, os médicos mantêm o paciente sob observação intensiva.
Antes da transferência ao hospital, Bolsonaro apresentou febre, sudorese, calafrios e dificuldade respiratória. Por causa desses sintomas, médicos decidiram realizar exames diagnósticos imediatos.
O comunicado divulgado pela unidade hospitalar traz as assinaturas do cardiologista Brasil Caiado, do coordenador da UTI Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior e do diretor-geral Allisson B. Barcelos Borges.
Internação ocorre durante cumprimento de pena
A hospitalização ocorre enquanto Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Até a transferência ao hospital, ele permanecia detido na área conhecida como Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Após a internação, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a presença da esposa Michelle Bolsonaro como acompanhante durante o tratamento.
Além disso, o ministro também permitiu visitas de Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro, Laura Bolsonaro e da enteada Letícia, durante o período de hospitalização.
Vigilância policial e restrições no hospital
O ministro também determinou que equipes do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal mantenham a custódia do ex-presidente. Por isso, policiais permanecem de prontidão na porta do quarto e em áreas internas e externas da unidade hospitalar.
Além disso, a decisão proíbe a entrada de celulares, computadores ou outros dispositivos eletrônicos no local, com exceção de equipamentos médicos.
Ao deixar o hospital após visitar o pai, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que conversou rapidamente com os médicos. Segundo ele, a equipe relatou presença elevada de líquido nos pulmões do ex-presidente.
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Debate sobre saúde e regime de prisão
Flávio Bolsonaro voltou a criticar as condições de encarceramento do pai. De acordo com o senador, o ambiente prisional pode agravar problemas de saúde.
Por esse motivo, o parlamentar defendeu que a Justiça analise prisão domiciliar por razões médicas.
A defesa do ex-presidente já apresentou pedidos nesse sentido em outras ocasiões. Os advogados afirmam que a assistência médica poderia ocorrer com acompanhamento permanente da família e de profissionais de saúde.
Com a hospitalização, a discussão sobre assistência médica a presos condenados volta ao debate público. Assim, o fato de que Bolsonaro é internado com broncopneumonia passa a ter repercussão não apenas clínica, mas também jurídica e política em torno do regime de cumprimento da pena.