Mojtaba Khamenei desfigurado: Pentágono aponta líder iraniano ferido e escondido

Pentágono afirma que Mojtaba Khamenei desfigurado estaria escondido em bunker após ataques em Teerã. Declaração amplia dúvidas sobre comando do Irã enquanto guerra com os EUA pressiona forças militares e ameaça rotas de petróleo no Estreito de Ormuz.
Mojtaba Khamenei em pronunciamento transmitido pela TV estatal iraniana após assumir como líder supremo - Foto: AFP
Imagem exibida pela televisão estatal iraniana mostra Mojtaba Khamenei após sua nomeação como novo líder supremo do país. - Foto: AFP

A guerra entre Estados Unidos e Irã entrou em uma nova fase de tensão política e militar após a sucessão no comando iraniano. Nesse ambiente de escalada do conflito, surgiu a alegação de Mojtaba Khamenei desfigurado, destacada nesta sexta-feira (13/03), quando o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o novo líder supremo do país está ferido e escondido em um bunker.

Durante coletiva no Pentágono, Hegseth disse que integrantes da liderança iraniana se refugiaram em instalações subterrâneas após bombardeios conduzidos pelos Estados Unidos e aliados. Além disso, o secretário afirmou que o estado de saúde do novo líder explicaria sua ausência pública.

Mojtaba Khamenei desfigurado amplia dúvidas sobre comando iraniano

Segundo Hegseth, Mojtaba estaria “ferido e provavelmente desfigurado”. Autoridades americanas divulgaram essa informação durante a coletiva, mas não há confirmação independente até o momento.

Além disso, o secretário destacou que o novo líder do Irã não apareceu em seu primeiro pronunciamento após assumir o cargo. A televisão estatal iraniana transmitiu o discurso, porém um jornalista leu o texto e o líder não apareceu em imagem nem áudio.

Por isso, o episódio ampliou questionamentos sobre quem exerce, de fato, o comando político e militar do país neste momento. Para o secretário americano, a ausência pública do líder indica fragilidade na condução do regime.

Guerra reduz capacidade militar do Irã, dizem EUA

Na mesma coletiva, autoridades americanas afirmaram que as forças iranianas sofreram perdas expressivas desde o início do conflito. Segundo o Pentágono, operações militares dos EUA neutralizaram a Marinha iraniana em menos de duas semanas.

Além disso, Hegseth afirmou que o volume de mísseis disparados por Teerã caiu 90%, enquanto o uso de drones de ataque diminuiu 95% em comparação com os primeiros dias da guerra.

Ainda assim, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, apresentou uma avaliação mais cautelosa. Segundo ele, o Irã ainda mantém capacidade de ameaçar forças aliadas e navios comerciais na região.

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Estreito de Ormuz mantém tensão no Golfo

Enquanto o debate sobre a condição do líder iraniano avança, outro ponto estratégico permanece no centro da disputa regional. O governo iraniano afirmou que manterá fechado o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte mundial de petróleo.

Autoridades em Teerã afirmaram que alguns navios poderão atravessar o estreito. No entanto, o governo iraniano não especificou quais países teriam autorização para utilizar a passagem.

Diante dessa situação, o governo dos Estados Unidos avalia mobilizar navios de guerra para escoltar petroleiros que cruzam a região. Além disso, Hegseth afirmou que Washington possui alternativas militares para lidar com o bloqueio, embora não tenha detalhado quais ações poderá adotar caso a tensão aumente.

À medida que o conflito avança e a sucessão no comando político iraniano ainda levanta dúvidas, a alegação de Mojtaba Khamenei desfigurado acrescenta um novo fator de incerteza à guerra. Caso o novo líder continue sem aparições públicas ou sem esclarecimentos sobre sua condição, a situação poderá ampliar questionamentos sobre a estabilidade política em Teerã e influenciar os próximos passos do conflito no Oriente Médio.

Foto de Jussier Lucas.

Jussier Lucas.

Jussier Lucas é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e repórter do J1 News Brasil. Atua na cobertura de política, atualidades e temas de interesse público, com experiência em reportagem, comunicação pública e assessoria de imprensa na TV Universitária (TVU) e no TRE-RN.

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