Tenente Coronel é preso por feminicídio nesta quarta-feira (18/03), quando a Polícia Civil deteve Geraldo Leite Rosa Neto em São José dos Campos (SP). Os investigadores apuram a morte da esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, ocorrida em 18 de fevereiro e registrada inicialmente como suicídio.
A Justiça Militar autorizou a prisão após pedido apresentado na terça-feira (17/03), com aval do Ministério Público. A decisão se baseia no avanço da investigação, que reuniu 24 laudos periciais, em cerca de 70 páginas, e apontou inconsistências na versão inicial.
Tenente Coronel é preso por feminicídio
Os exames técnicos mostram que a trajetória da bala e a profundidade dos ferimentos não correspondem a um disparo autoinfligido. Além disso, os peritos não encontraram vestígios de pólvora nas mãos da vítima, o que enfraquece a hipótese de suicídio.

Ao mesmo tempo, os peritos identificaram lesões no rosto e no pescoço da policial. Também localizaram manchas de sangue em outros cômodos do apartamento. Com isso, a Polícia Civil passou a tratar o caso como possível alteração da cena do crime, o que sustenta a acusação de fraude processual.
Além disso, os investigadores analisaram a conduta do oficial após o disparo. Segundo os autos, ele apresentou versões divergentes. Por isso, a Justiça apontou risco de interferência na apuração e determinou a prisão preventiva.
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Coronel preso por feminicídio
No campo pessoal, mensagens enviadas por Gisele a uma amiga indicam um relacionamento marcado por tensão. Em um dos trechos, a policial afirmou: “Qualquer hora me mata”. Em depoimento, a mãe descreveu comportamento controlador e episódios de violência.
Por outro lado, a defesa mantém a versão de suicídio e afirma que aguarda novos laudos. Além disso, o advogado Eugênio Malavasi declarou que pretende questionar a competência da Justiça Militar e levar o caso à Justiça comum.
Após a prisão, o oficial seguiu para o 8º Distrito Policial, na capital paulista, onde passará por interrogatório. Em seguida, realizará exame de corpo de delito e seguirá para o Presídio Militar Romão Gomes, onde ficará à disposição da Justiça.
A investigação sobre Tenente Coronel é preso por feminicídio avança em duas frentes. A Polícia Civil concluiu sua apuração. Enquanto isso, o Inquérito Policial Militar segue sob sigilo e deve terminar nos próximos dias.
No plano institucional, o caso mostra uma mudança clara de enquadramento. A investigação deixou de tratar o episódio como suicídio e passou a apontar feminicídio com base nos laudos. Além disso, a disputa entre Justiça Militar e Justiça comum deve influenciar os próximos passos, especialmente na definição do foro e no envio do caso a julgamento.