Alece lança Pacto contra Feminicídio e articula 16 instituições no Ceará

Alece lança pacto contra feminicídio com participação de 16 instituições e propõe plano integrado para coordenar ações de proteção às mulheres no Ceará.
Romeu Aldigueri durante lançamento do pacto contra feminicídio no Ceará na Alece
Presidente da Alece, Romeu Aldigueri, articula lançamento do pacto contra feminicídio no Ceará. Foto: Foto: Alece/José Leomar

A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) lançará, no dia 30 de março, o Pacto contra Feminicídio no Ceará. A iniciativa reúne instituições públicas, privadas e representantes da sociedade civil para estruturar uma resposta coordenada à violência contra a mulher no estado. O evento ocorre às 14h no Auditório Deputado Murilo Aguiar, em Fortaleza, e formaliza a criação de um plano integrado de atuação.

A iniciativa parte da Alece, sob articulação do presidente Romeu Aldigueri (PSB), com apoio da vice-presidente Larissa Gaspar (PT) e participação de Tainah Marinho Aldigueri. O projeto busca organizar políticas públicas com foco em prevenção, proteção às vítimas e responsabilização de agressores, substituindo ações dispersas por coordenação institucional.

Alece lança Pacto contra Feminicídio

O núcleo da proposta está na construção de um Plano de Ações Integradas, elaborado com a participação de 16 instituições. O modelo prevê compartilhamento de informações e atuação conjunta entre órgãos públicos, entidades privadas e sociedade civil, em uma tentativa de alinhar estratégias e reduzir sobreposição de políticas.

Segundo o secretário-executivo do Centro de Estudos e Atividades Estratégicas (CEAE), Paulo Roberto Nunes, a lógica adotada busca ampliar a coordenação entre setores.

“A proposta é criar um ecossistema colaborativo, reunindo órgãos públicos, instituições privadas e representantes da sociedade civil para integrar ações e compartilhar informações no enfrentamento ao feminicídio”, afirmou Nunes.

A estrutura indica uma mudança na forma de condução das políticas de combate à violência de gênero. Em vez de iniciativas isoladas, o pacto propõe um modelo de governança articulada, com participação simultânea de diferentes esferas institucionais. Ainda assim, não foram apresentados indicadores de desempenho ou metas quantitativas.

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Acordo institucional contra feminicídio

Além da articulação operacional, o evento inclui homenagens a lideranças femininas que atuam na política, no Judiciário e na vida pública. A programação prevê a entrega de honrarias como as medalhas Maria da Penha, Bárbara de Alencar, 13 de Maio e Raquel de Queiroz.

Entre as homenageadas estão a senadora Augusta Brito (PT), a deputada federal Luizianne Lins (PT), a ex-governadora Izolda Cela, a ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Kátia Arruda e a vice-governadora Jade Romero (MDB). O reconhecimento integra as atividades do Mês da Mulher e reforça a agenda institucional de direitos femininos.

No plano político, o lançamento sinaliza uma tentativa de consolidar a Assembleia como articuladora de políticas públicas intersetoriais. A Alece lança pacto contra feminicídio em um contexto de pressão por respostas mais estruturadas à violência de gênero. O desenho do programa indica avanço na articulação institucional, mas a ausência de metas e prazos mantém incerteza sobre a efetividade prática das ações propostas.

Foto de Ramylle Freitas

Ramylle Freitas

Ramylle Freitas é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atua na cobertura de política e geopolítica no J1 News Brasil, com produção de conteúdos analíticos voltados ao cenário institucional, relações internacionais e dinâmicas de poder. Também colabora com a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), reforçando o compromisso com apuração rigorosa e checagem de fatos.

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