Cláudio Castro avalia renunciar diante de risco de cassação no TSE

Cláudio Castro avalia renunciar antes do julgamento no TSE marcado para 24/03. Estratégia tenta alterar efeitos da possível cassação e influenciar o cenário político no Rio.
Cláudio Castro governador do Rio durante declaração sobre julgamento no TSE
Cláudio Castro avalia renunciar ao governo do Rio em meio ao julgamento no TSE que pode levar à cassação. Foto: Governo do Rio de Janeiro

À medida que se aproxima a retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcada para a próxima terça-feira (24/03), o atual governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), avalia renunciar ao governo até a segunda-feira (23/03), diante do risco de cassação do mandato por suposto abuso de poder nas eleições de 2022.

A decisão é discutida enquanto aliados atuam para adiar a conclusão do julgamento para depois de 03 de abril, data ligada ao prazo eleitoral para candidatura ao Senado, o que coloca o calendário no centro da estratégia política.

Cláudio Castro avalia renunciar e pressiona calendário do TSE

O TSE retomou o julgamento em 10 de março, após interrompê-lo em novembro de 2025 por pedido de vista. A Corte analisa duas ações que apontam irregularidades no uso da máquina pública durante a campanha eleitoral.

Os processos indicam suspeitas de fraudes em mais de 20 mil contratações no CEPERJ. Também apontam a criação de cerca de 27 mil cargos considerados sem função efetiva. As acusações incluem o uso dessas estruturas para empregar cabos eleitorais.

A relatora do caso, ministra Isabel Gallotti, votou pela cassação dos mandatos e pela convocação de novas eleições.

“As condutas praticadas pelos investigados revestem-se de gravidade no contexto eleitoral de 2022 no estado do Rio”, afirmou.

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Possível saída de Castro antes do julgamento

A hipótese de saída antecipada tenta alterar o efeito imediato de uma eventual condenação. Ao mesmo tempo, interlocutores do governo buscam apoio entre ministros para adiar a conclusão do caso.

Se o TSE formar maioria pela cassação, o governador pode ficar inelegível por oito anos, contados a partir das eleições de 2022. O cenário também inclui a possibilidade de novas eleições no estado.

Um novo adiamento não está descartado. Isso pode ocorrer se algum ministro pedir vista durante a retomada do julgamento.

Foto de Ramylle Freitas

Ramylle Freitas

Ramylle Freitas é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atua na cobertura de política e geopolítica no J1 News Brasil, com produção de conteúdos analíticos voltados ao cenário institucional, relações internacionais e dinâmicas de poder. Também colabora com a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), reforçando o compromisso com apuração rigorosa e checagem de fatos.

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