Após a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026, a Venezuela entrou em uma fase de reorganização institucional. Nesse contexto, a venezuela demite ministro da defesa nesta quinta-feira (19/03). A decisão remove Vladimir Padrino López do comando das Forças Armadas. A medida foi tomada pela presidente interina Delcy Rodríguez e atinge um dos principais nomes da sustentação militar do chavismo.
Ao afastar um general que ocupava o cargo desde 2014, o governo interino altera o comando militar. Padrino permaneceu por mais de uma década na função. Além disso, concentrou influência sobre áreas estratégicas como petróleo, mineração, alimentos e aduanas. Esses setores são diretamente ligados à dinâmica econômica do país.
Venezuela demite ministro da defesa e reconfigura forças armadas
Além da saída, Delcy nomeou o general Gustavo González López como novo ministro da Defesa. Ele já exercia funções-chave desde janeiro. Entre elas, estavam a chefia da Guarda de Honra Presidencial e da contrainteligência militar. Dessa forma, a escolha indica continuidade na estrutura de controle das forças.
Ao mesmo tempo, a decisão ocorre sob pressão internacional. Padrino é alvo da Justiça dos Estados Unidos. O país o acusa de envolvimento com tráfico internacional de drogas. Além disso, ofereceu recompensa de US$ 15 milhões por informações que levem à sua prisão.
Embora a demissão tenha peso político, o discurso oficial manteve tom de reconhecimento. Rodríguez afirmou que o militar demonstrou “lealdade à Pátria”. Também disse que foi “o primeiro soldado na defesa de nosso país”. Ainda assim, indicou que ele deverá assumir novas funções. Assim, a declaração busca preservar a estabilidade na hierarquia militar.
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Mudança no comando militar venezuelano
A troca ocorre em um ambiente de rearranjo mais amplo. Desde a queda de Maduro, o governo interino promove substituições no alto escalão. Além disso, aliados históricos deixaram cargos. Entre eles, nomes ligados à segurança e à estrutura estatal.
Esse redesenho altera o equilíbrio entre poder civil e militar. Historicamente, as Forças Armadas venezuelanas atuam como base política e econômica do Estado. Elas participam da gestão de setores estratégicos. Portanto, a saída de Padrino modifica a distribuição interna de influência.
Além disso, a substituição do ministro da Defesa na Venezuela indica tentativa de consolidar controle sobre a hierarquia militar. Ao mesmo tempo, evita ruptura na estrutura. O apoio público das Forças Armadas à presidente interina reforça esse alinhamento, ao menos no curto prazo.
Por fim, diante da transição aberta após a queda de Maduro, a venezuela demite ministro da defesa como parte de um rearranjo mais amplo. Assim, o governo tenta reduzir a dependência de figuras históricas do chavismo. Além disso, busca reorganizar o controle sobre áreas econômicas estratégicas. Esse movimento indica um novo desenho de poder, com reflexos na estabilidade interna e na relação com atores internacionais.