A presença da ex-noiva de Daniel Vorcaro, Martha Graeff, na CPI do Crime entrou na agenda do Congresso após a convocação da influenciadora para depor na próxima quarta-feira (25/03). A decisão foi aprovada em 18/03 pela Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado, que investiga o caso Banco Master.
Além disso, Martha também foi chamada para depor na CPMI do INSS na segunda-feira (23/03). Esse intervalo de 48 horas entre os depoimentos indica ampliação do escopo investigativo, que passa a incluir possíveis conexões institucionais além da fraude financeira.
Martha Graeff na CPI do Crime
O relator Alessandro Vieira (MDB-SE) classificou a influenciadora como “testemunha de importância singular e insubstituível”. Segundo ele, Martha foi “interlocutora frequente e destinatária de relatos” de Vorcaro.
De acordo com o senador, a Polícia Federal (PF) reuniu conversas privadas entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025. Nelas, Vorcaro descreve encontros, viagens e contatos com autoridades dos Três Poderes.
A análise indica interações fora de registros oficiais. “Martha não era uma ouvinte passiva”, afirmou Vieira, ao sustentar que o conteúdo pode ajudar a esclarecer a dinâmica das relações investigadas.
O que a CPI busca no depoimento da ex-noiva de Vorcaro
Outro ponto envolve a menção a nomes como “Hugo, Ciro e Alexandre”, citados nas conversas, segundo o relator. A identificação dessas referências ainda depende de confirmação, mas pode ampliar o alcance político do caso.
Além disso, Vieira menciona um grupo chamado “A Turma”, que, segundo ele, recebia ordens de intimidação contra concorrentes, ex-funcionários e jornalistas. A afirmação exige atribuição, e as investigações irão testá-la ao longo do processo.
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Vorcaro está preso desde (04/03), após a operação Compliance Zero. Ele permanece na carceragem da PF em Brasília e negocia delação com a PF e a Procuradoria-Geral da República.
Nesse cenário, a convocação obrigatória, ainda sujeita a decisão do STF, reforça a estratégia das CPIs de cruzar versões. O depoimento da influenciadora passa a ser peça relevante na reconstrução de fluxos informais de informação.
A presença de Martha Graeff na CPI do Crime indica que a investigação avança para além do eixo financeiro e passa a examinar relações institucionais. Esse deslocamento indica que a investigação busca mapear como agentes estruturaram conexões fora dos canais formais.