Azeite Royal é proibido pela Anvisa após fraude e acende alerta no setor

Azeite Royal é proibido após fraude no lote 255001; decisão inclui recolhimento e reforça fiscalização sobre adulteração no setor de azeites.
azeite Royal lote 255001 proibido pela Anvisa após fraude na composição - Foto: Reprodução/MAPA
Anvisa identifica fraude no azeite Royal e determina recolhimento do lote 255001 - Foto: Reprodução/MAPA

Nesta quarta-feira (25/03), o azeite Royal foi proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após a confirmação de fraude na composição. A decisão atinge o lote 255001 e, por isso, impõe recolhimento imediato em todo o país.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União e, além disso, se baseia em análises laboratoriais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Segundo o órgão, o produto não atende aos padrões exigidos para azeite extravirgem, já que essa categoria exige origem exclusiva da azeitona.

Anvisa proíbe azeite Royal após identificar adulteração

De acordo com o Mapa, o lote 255001 do azeite Royal apresentou mistura com outros óleos vegetais. Dessa forma, a análise oficial confirmou a adulteração, o que levou à classificação do produto como impróprio para consumo.

Além disso, a Anvisa apontou um agravante relevante. Mesmo após uma determinação prévia de recolhimento, a comercialização continuou, o que, portanto, motivou uma resposta mais rígida do órgão regulador.

Com isso, a agência determinou a proibição completa de:

  • Comercialização
  • Distribuição
  • Importação
  • Propaganda
  • Uso

Além dessas medidas, também foi definido o recolhimento imediato de todas as unidades do lote irregular.

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Irregularidades no mercado de azeite no Brasil

Por outro lado, casos de óleo de oliva adulterado têm sido monitorados com frequência no país. Segundo a Anvisa, o setor apresenta recorrência de problemas e, entre eles, estão:

  • Mistura indevida de óleos
  • Origem desconhecida
  • Inconsistências cadastrais de empresas

Diante desse cenário, o risco para o consumidor aumenta, enquanto os órgãos de fiscalização ampliam o rigor nas ações.

Para quem adquiriu o produto, a recomendação é clara. Primeiro, é necessário verificar o número do lote na embalagem. Em seguida, deve-se interromper o consumo imediatamente. Por fim, o consumidor deve procurar o local de compra para solicitar troca ou ressarcimento.

Além disso, a adulteração altera características essenciais do azeite extravirgem. Enquanto o produto legítimo possui alto teor de gorduras monoinsaturadas e antioxidantes, a mistura com outros óleos reduz a qualidade e o valor nutricional.

Nesse contexto, o caso do azeite Royal reforça a atuação conjunta entre Anvisa e Ministério da Agricultura no controle sanitário. Ao mesmo tempo, indica aumento do rigor sobre alimentos de maior valor agregado, que seguem mais expostos a fraude.

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Jussier Lucas

Jussier Lucas é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e repórter do J1 News Brasil. Atua na cobertura de política, atualidades e temas de interesse público, com experiência em reportagem, comunicação pública e assessoria de imprensa na TV Universitária (TVU) e no TRE-RN.

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