Anderson Silva inicia, nesta segunda-feira (30/03), um novo capítulo profissional ao anunciar que começará, em abril, um curso de formação policial na Califórnia. Aos 50 anos, o ex-campeão do Ultimate Fighting Championship (UFC) reposiciona sua trajetória após a aposentadoria do MMA e, ao mesmo tempo, mantém vínculos com o boxe e o entretenimento esportivo.
Além disso, o curso terá duração de sete meses e pode abrir caminho para atuação no departamento de polícia de Beverly Hills. Segundo o próprio atleta, a decisão está ligada à origem familiar.
“Venho de uma família de policiais. Meus irmãos são todos policiais, meus sobrinhos também. É algo que está no meu sangue”, afirmou.
Anderson Silva inicia formação policial e projeta atuação nos EUA
Ao mesmo tempo, Anderson Silva reforça que a escolha pelos Estados Unidos não é recente. De fato, naturalizado norte-americano desde 2019, ele avalia que essa decisão foi determinante para sua carreira esportiva.
“Eu não teria tido a oportunidade de me tornar o melhor lutador do mundo se fizesse isso no Brasil”, declarou.
Nesse cenário, a nova formação policial representa uma inflexão relevante na trajetória do atleta. Ainda assim, ele não abandona completamente o universo das lutas. Com cartel de quatro vitórias e duas derrotas no boxe, há possibilidade de um confronto contra Chris Weidman, adversário que interrompeu sua sequência histórica no UFC.
“Existe a possibilidade de fazermos essa luta. Vamos ver”, disse.
Por outro lado, Anderson Silva descartou uma revanche contra Vitor Belfort. “Não existe a menor chance. O que tinha para acontecer comigo e o Vitor já aconteceu”, afirmou. Assim, o ex-lutador delimita suas escolhas dentro do atual mercado de lutas.
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Ex-campeão do UFC amplia atuação fora do octógono
Paralelamente, Anderson Silva amplia sua presença no entretenimento global. Nesse sentido, uma série documental sobre sua carreira, disponível na Paramount+, revisita desde a infância em Curitiba até o auge no MMA. A produção, inclusive, recebeu indicação ao Emmy Internacional e integra a estratégia de manutenção de relevância pública.
Além disso, o ex-lutador acompanha o desempenho de brasileiros em atividade, como Charles Oliveira e Alex Pereira.
“Estou sempre torcendo pelo Brasil”, afirmou, ao comentar a nova geração do UFC.
Por fim, Anderson Silva exemplifica um padrão crescente entre atletas de elite: a diversificação de carreira após o auge competitivo. Dessa forma, ao combinar formação institucional, eventos no boxe e presença no streaming, o ex-campeão amplia seu campo de atuação e, consequentemente, sinaliza que o valor de sua trajetória segue ativo mesmo fora do octógono.