Casas da Juventude ampliam acesso a cursos e apoio em periferias do Ceará

Casas da Juventude iniciam operação em Fortaleza com cursos, coworking e apoio social, focando jovens de periferias e inclusão no mercado de trabalho.
Fachada colorida de uma das Casas da Juventude no Ceará, com grafite artístico e identidade visual do projeto em Fortaleza - Foto: Divulgação/Governo do Ceará
Unidade das Casas da Juventude no Ceará, instalada em Fortaleza, oferece cursos, coworking e apoio psicossocial para jovens - Foto: Divulgação/Governo do Ceará

Criadas pelo Governo do Ceará como parte da política estadual voltada à juventude, as Casas da Juventude Cearense (CAJUs) foram implantadas ao longo de 2024 e 2025 em Fortaleza e na região metropolitana. Localizadas nas Vilas Sociais (equipamento da Secretaria da Proteção Social – SPS), as Casas oferecem capacitação, coworking e atividades gratuitas para jovens de 15 a 29 anos. Atualmente, as unidades estão localizadas nos bairros Genibaú, Canindezinho e Messejana. Os espaços operam de segunda a sexta, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 12h. As inscrições para cursos e atendimento psicossocial são feitas presencialmente.

A proposta reúne diferentes serviços em um único equipamento público. Por isso, o governo busca facilitar o acesso dos jovens ao mercado de trabalho. Nesse sentido, são ofertados cursos em design gráfico, fotografia, produção audiovisual, música, empreendedorismo, turismo, cultura e gastronomia. Segundo a Secretaria da Juventude, os conteúdos seguem as demandas locais.

Divulgação/Governo do Ceará

Além da formação, as unidades contam com três estruturas principais. Primeiro, a sala multiuso recebe workshops, palestras e atividades culturais. Em seguida, o coworking oferece computadores e internet para uso coletivo. Por fim, o atendimento psicossocial disponibiliza apoio emocional e orientação vocacional com profissionais.

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Casas da Juventude e formação para jovens

O modelo das Casas da Juventude articula educação, tecnologia e acolhimento social. Dessa forma, o governo tenta ampliar o acesso a serviços em áreas com menor oferta pública. Ao mesmo tempo, busca aproximar jovens de oportunidades ligadas à qualificação e ao empreendedorismo.

Segundo a secretária da Juventude, Adelita Monteiro, a escolha das periferias é deliberada. Além disso, deve orientar a expansão da política.

“Não é à toa que as casas da juventude estão localizadas nas periferias de Fortaleza […] Venho de uma periferia e vivi as limitações de crescer em um ambiente que não oferece oportunidades”, afirmou.

Na prática, a iniciativa funciona como um hub de serviços voltado à juventude. Isso porque concentra formação profissional, suporte emocional e infraestrutura de trabalho em um único espaço. Além disso, a presença de coworking e cursos da economia criativa aponta uma tentativa de ampliar a geração de renda.

Foto de Jussier Lucas

Jussier Lucas

Jussier Lucas é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e repórter do J1 News Brasil. Atua na cobertura de política, atualidades e temas de interesse público, com experiência em reportagem, comunicação pública e assessoria de imprensa na TV Universitária (TVU) e no TRE-RN.

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