Drones que se aproximarem da casa de Jair Bolsonaro agora podem ser abatidos — e quem estiver controlando o equipamento pode ser preso na hora. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (02/04), e ampliou para 1 km a área de restrição ao redor da residência do ex-presidente, em Brasília.
Na prática, isso significa que ninguém pode usar drone nas proximidades da casa. Ou seja, se alguém tentar, mesmo por curiosidade, já estará sujeito a detenção imediata.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27/03. Com isso, o controle sobre o espaço ao redor do imóvel fica mais rígido — inclusive no ar.
Antes, o limite era de apenas 100 metros. Agora, o bloqueio se estende por 1 km, o que amplia significativamente a área protegida.
O que está proibido agora
A decisão do STF deixa claro: drones (equipamentos controlados à distância) não podem sobrevoar a região dentro do raio de 1 km da residência de Bolsonaro.
Caso isso aconteça, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) pode agir imediatamente. Entre as medidas autorizadas estão:
- derrubar o drone (abate)
- apreender o equipamento
- prender em flagrante quem estiver operando
Na prática, não se trata de uma proibição simbólica. A regra prevê ação imediata e consequências criminais.
Por que o STF mudou a regra
A PMDF recomendou a mudança após análise técnica. Um relatório do Batalhão de Aviação Operacional mostrou que o limite anterior não impedia o monitoramento do local.
Principalmente porque a tecnologia avançou. Hoje, drones conseguem operar a longas distâncias e captar imagens com alto nível de detalhe.
Assim, alguém poderia observar a casa sem se aproximar fisicamente. Por isso, o perímetro anterior perdeu eficácia.
Além disso, a polícia destacou riscos concretos, como:
- monitoramento indevido
- coleta de informações sensíveis
- planejamento de ações ilícitas
Diante desse cenário, Moraes ampliou o raio para garantir proteção real.
A decisão não afeta apenas o ex-presidente. Também atinge moradores, trabalhadores e qualquer pessoa que circule pela região. Na prática, até voos recreativos passam a ser proibidos dentro do perímetro. Se houver descumprimento, a abordagem pode ser imediata.
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Um novo padrão de segurança
A autorização para abater drones chama atenção porque não é comum. Além disso, a medida indica um endurecimento na resposta ao uso desses equipamentos em áreas sensíveis.
O caso também revela uma mudança maior. À medida que os drones evoluem, o Judiciário passa a tratá-los como possíveis ferramentas de vigilância e risco.
No contexto da prisão domiciliar, o efeito é direto: Bolsonaro permanece dentro de casa, mas o espaço ao redor passa a ter controle mais rígido — com resposta imediata a qualquer tentativa de aproximação aérea.