Valor de mercado da Fórmula 1 perde US$ 1,9 bilhão com tensão no Oriente Médio

O valor de mercado da Fórmula 1 caiu US$ 1,9 bilhão após tensões no Oriente Médio pressionarem investidores às vésperas da temporada 2026, que começa em Melbourne. Mesmo com a queda recente, a categoria ainda supera US$ 21 bilhões em capitalização. Saiba mais.
valor de mercado da Fórmula 1 pressionado por tensão no Oriente Médio
Queda no valor de mercado da Fórmula 1 ocorre às vésperas da abertura da temporada 2026 em Melbourne. (Foto: Reprodução)

O valor de mercado da Fórmula 1 perdeu US$ 1,9 bilhão desde o início do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã, pressionando as ações da empresa que controla a categoria às vésperas da abertura da temporada 2026. O recuo ocorre enquanto investidores reavaliam riscos ligados à presença do campeonato no Oriente Médio.

Mesmo após a queda recente, a capitalização da companhia permanece acima de US$ 21 bilhões. A desvalorização ocorre em um momento de expansão comercial do esporte, que nos últimos anos ampliou audiência e presença global.

Valor de mercado da Fórmula 1 reage à tensão geopolítica

As ações da Liberty Formula One, veículo da Liberty Media responsável pela categoria, acumulam queda superior a 7% na bolsa de Nova York nesta semana. O movimento reduziu o valor de mercado da Fórmula 1 justamente quando a temporada 2026 está prestes a começar.

A Liberty Media adquiriu a categoria em 2017 por US$ 4,4 bilhões e desde então ampliou a presença global do campeonato. A estratégia incluiu novas corridas, expansão comercial e maior exploração de direitos de mídia.

Parte desse crescimento do valor de mercado da Fórmula 1 ocorreu nos Estados Unidos, impulsionado pela popularidade da série documental “Formula 1: Drive to Survive”, da Netflix, e pelo lançamento recente de “F1: O Filme”, que ampliaram a visibilidade do esporte.

Oriente Médio ganha peso no calendário da categoria

O Oriente Médio tornou-se um componente relevante da Fórmula 1 nas últimas duas décadas. O Bahrein sediou a primeira corrida da região em 2004, abrindo espaço para novas etapas no calendário.

Atualmente, a temporada inclui corridas no Bahrein, Arábia Saudita, Catar e Abu Dhabi, que tradicionalmente encerra o campeonato. A presença da categoria na região também envolve investimentos ligados a equipes.

O Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita possui participação minoritária na Aston Martin, enquanto o fundo soberano do Bahrein Mumtalakat controla a McLaren. A CYVN Holdings, sediada em Abu Dhabi, também exerce controle sobre a equipe britânica.

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Valor de mercado da Fórmula 1 reflete riscos além das pistas

A queda no valor de mercado da Fórmula 1 ocorre às vésperas da abertura da temporada 2026, marcada para este fim de semana em Melbourne, na Austrália. O campeonato inicia um calendário de 24 corridas, enquanto investidores monitoram o impacto das tensões no Oriente Médio sobre o esporte.

Além do calendário esportivo, a categoria passa por mudanças técnicas relevantes. Novas regras de potência devem alterar o equilíbrio competitivo entre equipes, após duas temporadas dominadas pela McLaren, com a Mercedes-Benz entre as favoritas ao título de construtores e George Russell entre os candidatos ao campeonato de pilotos.

A instabilidade regional já afeta outras competições do automobilismo. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) adiou os 1812 km do Catar, etapa que abriria o Mundial de Endurance entre 26 e 28 de março de 2026, decisão tomada em meio às tensões no Oriente Médio.

Foto de Moises Freire Neto

Moises Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista, formado pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação focada em economia, mercado de trabalho, indústria e políticas públicas. Integra as equipes editoriais do J1 e do Economic News Brasil, veículos do Sistema BNTI de Comunicação. Sua produção é voltada à análise de dados, decisões institucionais e impactos econômicos, com abordagem crítica, rigor factual e interesse público.

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