Indústria como prioridade: Ceará redefine incentivos após reforma tributária

A indústria como prioridade orienta a estratégia do Ceará após a reforma tributária, com foco em manter exportações, empregos e atrair investimentos.
Indústria como prioridade na política de incentivo fiscal no Ceará durante feira industrial em Fortaleza - Foto: Reprodução/Divulgação
Autoridades e representantes da indústria participam da Feira da Indústria do Ceará, onde o governo anunciou a priorização do setor na política de incentivo fiscal após a reforma tributária - Foto: Reprodução/Divulgação

A reforma tributária em curso já pressiona estados a rever estratégias econômicas. Nesse cenário, o Ceará colocou a indústria como prioridade na política de incentivo fiscal no centro da sua agenda. O anúncio foi feito pelo governador Elmano de Freitas na segunda-feira (09/03), durante a abertura da Feira da Indústria do Ceará, em Fortaleza.

Com a redução dos mecanismos tradicionais de competitividade, estados fora do Sudeste enfrentam mais dificuldade para atrair empresas. Por isso, o governo cearense tenta preservar sua base industrial e manter novos investimentos no território.

Indústria como prioridade na política de incentivo fiscal

Os dados apresentados no evento explicam a decisão. Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante, a indústria responde por 82,6% das exportações do estado. Além disso, o setor mantém cerca de 390 mil empregos formais diretos. Dessa forma, o peso econômico da indústria sustenta a estratégia do governo.

Ao mesmo tempo, o Estado pretende usar o Fundo de Desenvolvimento Regional, previsto na reforma tributária. Segundo Elmano de Freitas, o objetivo é garantir condições para que empresas permaneçam no Ceará ou ampliem suas operações.

Além disso, o governo aposta na infraestrutura logística. O estado conta com o Complexo Industrial e Portuário do Pecém e com a ferrovia Transnordestina. Somado a isso, a proximidade com Europa e Estados Unidos amplia o potencial exportador.

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Política fiscal voltada à indústria

Durante o evento, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, defendeu o uso dos fundos para qualificar a mão de obra. Também destacou a necessidade de compensar desvantagens regionais. Assim, a fala reforça a pressão por políticas industriais mais direcionadas.

A Feira da Indústria do Ceará reuniu mais de 100 mil pessoas entre os dias 9 e 10 de março. Além disso, o evento integrou 39 setores industriais. Nesse sentido, o encontro funcionou como espaço de articulação entre governo, empresas e instituições.

No cenário pós-reforma, a indústria como prioridade na política de incentivo fiscal passa a orientar a estratégia econômica do estado. Com isso, a disputa entre estados por investimentos produtivos tende a se intensificar, agora baseada em fundos e estrutura logística.

Ao adotar a indústria como prioridade na política de incentivo fiscal, o Ceará tenta preservar sua base exportadora e os empregos do setor. Portanto, a capacidade de adaptação ao novo modelo tributário deve definir o nível de competitividade industrial nos próximos anos.

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Jussier Lucas

Jussier Lucas é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e repórter do J1 News Brasil. Atua na cobertura de política, atualidades e temas de interesse público, com experiência em reportagem, comunicação pública e assessoria de imprensa na TV Universitária (TVU) e no TRE-RN.

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