Romeu Aldigueri vê gestão fiscal como ativo eleitoral de Elmano

Romeu Aldigueri afirma que o governo Elmano no Ceará transforma gestão fiscal e investimentos em discurso de continuidade para 2026.
Romeu Aldigueri fala à imprensa sobre gestão fiscal e apoio à reeleição de Elmano no Ceará
Presidente da Alece, Romeu Aldigueri afirmou que gestão fiscal e investimentos fortalecem Elmano para 2026 (Foto: José Leomar/Alece)

O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri, afirmou nesta terça-feira (20/05) que o governador Elmano de Freitas (PT) chega fortalecido para a disputa estadual de 2026 por causa da combinação entre responsabilidade fiscal, crescimento econômico e capacidade de investimento.

A declaração foi dada ao defender a continuidade administrativa iniciada nos governos de Cid Gomes, Camilo Santana e Izolda Cela. Segundo Aldigueri, o Estado preservou equilíbrio financeiro mesmo após perdas de arrecadação e manteve ritmo elevado de entregas públicas.

O discurso da base governista tenta transformar indicadores econômicos em ativo político para a reeleição de Elmano. A estratégia aproxima gestão fiscal de temas com efeito direto na população, como educação, saúde e infraestrutura.

A leitura dentro do grupo aliado é que a organização das contas públicas permitiu ao Ceará ampliar investimentos sem perder capacidade de pagamento, cenário usado como prova de estabilidade administrativa e continuidade de crescimento.

Gestão fiscal do Ceará sustenta discurso de continuidade

A gestão fiscal do Ceará virou o principal eixo da fala de Aldigueri. O Estado recebeu da Secretaria do Tesouro Nacional a classificação Capag A+, nota máxima de capacidade de pagamento atribuída pela União.

O indicador mede liquidez, endividamento e qualidade fiscal dos estados. Com avaliação elevada, o Ceará consegue acessar operações de crédito com melhores condições e ampliar margem para novos investimentos públicos.

Durante a entrevista, Aldigueri afirmou que o Estado “segue avançando com responsabilidade fiscal e muito trabalho”. Segundo ele, o resultado aparece no aumento de escolas de tempo integral, hospitais e programas voltados à juventude.

Os números reforçam essa construção política:

  • Capag A+, nota máxima de capacidade de pagamento;
  • R$ 4,8 bilhões previstos em investimentos estaduais em 2026;
  • projeção de crescimento acima da média do Nordeste;
  • manutenção de liquidez fiscal mesmo após perdas de receitas em anos anteriores.

Investimentos no Ceará ganham peso político

Os investimentos no Ceará passaram a ocupar espaço central no discurso governista porque ajudam a conectar resultado técnico com percepção pública de entrega.

Aldigueri citou expansão de serviços e obras para sustentar a avaliação de que o Estado manteve capacidade de crescimento mesmo em cenário econômico pressionado nacionalmente.

Dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) mostram que o PIB estadual avançou acima da média nacional em levantamentos recentes divulgados pelo governo estadual.

Esse desempenho fortalece a narrativa de continuidade construída pelo Palácio da Abolição. A base tenta associar crescimento econômico à manutenção de uma estrutura administrativa considerada previsível por aliados e setores produtivos.

O objetivo político é apresentar Elmano como gestor de um Estado com capacidade de investimento, estabilidade fiscal e ambiente econômico menos vulnerável que outras unidades da federação.

Cid Gomes aparece como peça de equilíbrio da chapa

Romeu Aldigueri também declarou apoio à possibilidade de o senador Cid Gomes (PSB) disputar a vice-governadoria ao lado de Elmano em 2026.

Segundo o presidente da Alece, o ex-governador reúne peso político, experiência administrativa e influência municipal suficientes para fortalecer ainda mais a composição governista.

Aldigueri afirmou que as conversas entre partidos da base devem avançar até o fim de julho, período previsto para consolidação das chapas proporcionais e definição da composição majoritária.

Ao defender Cid como vice, o dirigente da Alece reforça a tentativa de apresentar unidade política em torno de Elmano e continuidade de um ciclo administrativo iniciado há quase duas décadas no Ceará.

A construção da base governista para 2026, neste momento, aposta menos em confronto eleitoral e mais na associação entre equilíbrio fiscal, crescimento econômico e capacidade de entrega do Estado.

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Redação J1 News Brasil

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