O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri, afirmou nesta terça-feira (20/05) que o governador Elmano de Freitas (PT) chega fortalecido para a disputa estadual de 2026 por causa da combinação entre responsabilidade fiscal, crescimento econômico e capacidade de investimento.
A declaração foi dada ao defender a continuidade administrativa iniciada nos governos de Cid Gomes, Camilo Santana e Izolda Cela. Segundo Aldigueri, o Estado preservou equilíbrio financeiro mesmo após perdas de arrecadação e manteve ritmo elevado de entregas públicas.
O discurso da base governista tenta transformar indicadores econômicos em ativo político para a reeleição de Elmano. A estratégia aproxima gestão fiscal de temas com efeito direto na população, como educação, saúde e infraestrutura.
A leitura dentro do grupo aliado é que a organização das contas públicas permitiu ao Ceará ampliar investimentos sem perder capacidade de pagamento, cenário usado como prova de estabilidade administrativa e continuidade de crescimento.
Gestão fiscal do Ceará sustenta discurso de continuidade
A gestão fiscal do Ceará virou o principal eixo da fala de Aldigueri. O Estado recebeu da Secretaria do Tesouro Nacional a classificação Capag A+, nota máxima de capacidade de pagamento atribuída pela União.
O indicador mede liquidez, endividamento e qualidade fiscal dos estados. Com avaliação elevada, o Ceará consegue acessar operações de crédito com melhores condições e ampliar margem para novos investimentos públicos.
Durante a entrevista, Aldigueri afirmou que o Estado “segue avançando com responsabilidade fiscal e muito trabalho”. Segundo ele, o resultado aparece no aumento de escolas de tempo integral, hospitais e programas voltados à juventude.
Os números reforçam essa construção política:
- Capag A+, nota máxima de capacidade de pagamento;
- R$ 4,8 bilhões previstos em investimentos estaduais em 2026;
- projeção de crescimento acima da média do Nordeste;
- manutenção de liquidez fiscal mesmo após perdas de receitas em anos anteriores.
Investimentos no Ceará ganham peso político
Os investimentos no Ceará passaram a ocupar espaço central no discurso governista porque ajudam a conectar resultado técnico com percepção pública de entrega.
Aldigueri citou expansão de serviços e obras para sustentar a avaliação de que o Estado manteve capacidade de crescimento mesmo em cenário econômico pressionado nacionalmente.
Dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) mostram que o PIB estadual avançou acima da média nacional em levantamentos recentes divulgados pelo governo estadual.
Esse desempenho fortalece a narrativa de continuidade construída pelo Palácio da Abolição. A base tenta associar crescimento econômico à manutenção de uma estrutura administrativa considerada previsível por aliados e setores produtivos.
O objetivo político é apresentar Elmano como gestor de um Estado com capacidade de investimento, estabilidade fiscal e ambiente econômico menos vulnerável que outras unidades da federação.
Cid Gomes aparece como peça de equilíbrio da chapa
Romeu Aldigueri também declarou apoio à possibilidade de o senador Cid Gomes (PSB) disputar a vice-governadoria ao lado de Elmano em 2026.
Segundo o presidente da Alece, o ex-governador reúne peso político, experiência administrativa e influência municipal suficientes para fortalecer ainda mais a composição governista.
Aldigueri afirmou que as conversas entre partidos da base devem avançar até o fim de julho, período previsto para consolidação das chapas proporcionais e definição da composição majoritária.
Ao defender Cid como vice, o dirigente da Alece reforça a tentativa de apresentar unidade política em torno de Elmano e continuidade de um ciclo administrativo iniciado há quase duas décadas no Ceará.
A construção da base governista para 2026, neste momento, aposta menos em confronto eleitoral e mais na associação entre equilíbrio fiscal, crescimento econômico e capacidade de entrega do Estado.