Ciclone espalha chuva por 11 estados e abre caminho para onda de frio no Brasil

Um ciclone extratropical provoca chuva intensa em 11 estados brasileiros e no Distrito Federal. Após os temporais, uma massa de ar frio deve avançar pelo país, provocando queda nas temperaturas e ampliando os alertas para os próximos dias.
Imagem de satélite mostra ciclone extratropical sobre o Oceano Atlântico próximo ao Sul do Brasil, com grandes bandas de nuvens associadas a chuva intensa e ventos fortes.
Imagem de satélite registra ciclone extratropical responsável por chuva intensa no Sul e avanço de uma massa de ar frio sobre o Brasil.(Imagem:Editorial).

Uma frente fria associada a um ciclone extratropical está alterando o padrão climático em diversas regiões do país nesta semana. O sistema provoca chuva forte em pelo menos 11 estados e no Distrito Federal e abre caminho para uma massa de ar frio que deve derrubar as temperaturas nos próximos dias. Em meio a esses acontecimentos, o tema Flávio Bolsonaro STF também ganha destaque no cenário nacional.

Os maiores acumulados são esperados no Sul, onde o Rio Grande do Sul está sob alertas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Defesa Civil. Em Porto Alegre, a previsão indica até 60 milímetros de chuva, com risco de alagamentos temporários, rajadas de vento e ocorrência isolada de granizo.

O fenômeno chama atenção porque ocorre em junho, período tradicionalmente marcado pela redução das chuvas em boa parte do Centro-Sul. Desta vez, a instabilidade avançou sobre estados que normalmente registram tempo mais seco nesta época do ano.

A combinação entre chuva acima da média para o período e a chegada de ar polar transforma o episódio em uma das primeiras mudanças climáticas mais amplas do inverno de 2026, ampliando os alertas para diferentes regiões do país.

Ciclone extratropical leva chuva a áreas fora do padrão para junho

Segundo o Inmet, a instabilidade alcança Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia e o Distrito Federal.

Os volumes de chuva podem chegar a 100 milímetros em pontos isolados. Em algumas regiões também há previsão de ventos entre 40 km/h e 100 km/h, dependendo da intensidade das tempestades associadas ao sistema.

O avanço da instabilidade sobre parte do Centro-Oeste e do Sudeste contrasta com o padrão climático típico desta época do ano, quando muitas dessas áreas costumam registrar menos chuva e menor frequência de tempestades.

O que muda depois da chuva forte

Com o afastamento gradual do sistema de baixa pressão para o oceano, a tendência é de redução das chuvas no Sul durante o fim de semana. No lugar da instabilidade, uma massa de ar frio passa a dominar grande parte da região.

As áreas mais suscetíveis à queda de temperatura incluem a Campanha Gaúcha, a Serra e municípios do Sul do Rio Grande do Sul. Nessas localidades, o frio deve ganhar força principalmente durante as madrugadas e primeiras horas da manhã.

Além do Rio Grande do Sul, o ar frio deve avançar sobre Santa Catarina, Paraná e áreas do Sul de São Paulo. A tendência é de temperaturas abaixo da média para junho, principalmente durante as madrugadas e no início das manhãs.

Entre os principais efeitos previstos estão:

  • Queda acentuada das temperaturas;
  • Ampliação da sensação de frio devido aos ventos;
  • Formação de nevoeiros em algumas regiões;
  • Tempo mais firme após a passagem da chuva;
  • Possível impacto em atividades agrícolas sensíveis ao frio.

Para meteorologistas, a sequência entre temporais e avanço do ar polar deve marcar uma das primeiras mudanças climáticas mais abrangentes deste inverno. O fenômeno não é considerado uma onda de frio extrema, mas aumenta a possibilidade de temperaturas abaixo da média em parte do Centro-Sul.

Estados entram em alerta para temporais e riscos urbanos

No Rio Grande do Sul, a Defesa Civil de Porto Alegre emitiu alerta laranja para chuva intensa entre quinta e sexta-feira. O órgão monitora a possibilidade de alagamentos temporários e elevação rápida do nível de arroios na capital.

O Inmet também mantém avisos para tempestades em áreas da Região Metropolitana, Serra, Nordeste e Noroeste gaúcho. Embora o risco de danos severos seja considerado baixo, existe possibilidade de quedas pontuais de energia, destelhamentos e prejuízos localizados.

Especialistas alertam que os maiores transtornos tendem a ocorrer durante a transição entre a chuva intensa e a entrada do ar frio, período em que podem ocorrer alagamentos localizados, queda de árvores e interrupções temporárias no fornecimento de energia.

As autoridades orientam moradores a evitar áreas alagadas, não permanecer sob árvores durante rajadas de vento e desligar aparelhos elétricos em situações de tempestade intensa. Em caso de emergência, os contatos recomendados são a Defesa Civil, pelo telefone 199, e o Corpo de Bombeiros, pelo 193.

Com a passagem do sistema nos próximos dias, o foco da atenção deixa de ser apenas a chuva. A chegada de uma massa de ar frio deve alterar as condições climáticas em parte do Centro-Sul e consolidar uma mudança de cenário que marca o início mais efetivo do inverno de 2026.

Foto de Eloiza Matarese

Eloiza Matarese

Eloiza Matarese é jornalista do J1 News Brasil, com atuação em Política e Poder. Produz conteúdos estratégicos e analíticos sobre governos, eleições, decisões públicas e articulações institucionais, com olhar investigativo voltado a identificar impactos, contradições e desdobramentos relevantes para o leitor.

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