O tumulto em aula de Haddad interrompeu a palestra do ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao Governo de São Paulo na noite desta quinta-feira (2), durante uma aula magna na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Manifestantes interromperam a apresentação e a confusão evoluiu para agressões físicas após a retirada do grupo do auditório.
O evento ocorreu no Teatro de Arena da Unicamp e discutia os desafios econômicos do Brasil. A palestra havia começado por volta das 19h quando o protesto teve início. Após a retirada dos manifestantes, houve troca de socos, registrada em vídeos que rapidamente circularam nas redes sociais.
A agenda integra a sequência de compromissos públicos que Haddad vem realizando no estado desde o lançamento de sua pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes. Nesse contexto, o episódio ganha dimensão política além da confusão no campus, ao atingir uma atividade que fazia parte da estratégia de ampliar o diálogo com diferentes segmentos da sociedade paulista.
A repercussão aumentou após o PT classificar o caso como violência política, levando o episódio para além da esfera universitária e inserindo a ocorrência no ambiente de polarização que marca a pré-campanha ao governo paulista.
Tumulto em aula de Haddad leva PT a denunciar violência política
Em nota, o PT declarou apoio irrestrito a Fernando Haddad e afirmou que o ex-ministro percorre o estado com o objetivo de debater propostas voltadas ao desenvolvimento econômico e social de São Paulo.
Segundo a legenda, o protesto ultrapassou os limites da manifestação política e configurou um episódio de violência política. O partido informou ainda que não tolerará atos de violência e que pretende adotar as medidas judiciais consideradas cabíveis.
Até a publicação desta reportagem, não havia informação sobre registro de boletim de ocorrência, abertura de investigação ou identificação oficial dos envolvidos na briga. A assessoria de Haddad e a Unicamp também não haviam se manifestado sobre o episódio.
Protesto interrompeu palestra sobre economia e terminou em agressões
A aula de Haddad na Unicamp tinha como tema os desafios econômicos do Brasil, assunto que o ex-ministro vem utilizando para defender sua experiência na condução da política econômica e apresentar propostas durante suas agendas públicas no estado.
Durante a exposição, manifestantes interromperam a palestra. Após a retirada do grupo do auditório, houve confronto físico do lado de fora, com troca de socos entre participantes, conforme mostram vídeos divulgados nas redes sociais.
O pré-candidato a deputado estadual Matheus Pereira (Missão), conhecido nas redes sociais como “Matheus Campinas”, publicou imagens da confusão e alegou que o evento configuraria campanha eleitoral antecipada. Até o momento, não há manifestação pública indicando apuração oficial sobre essa alegação.
Vídeos ampliam repercussão política do episódio
As imagens compartilhadas nas redes sociais fizeram a confusão ultrapassar o ambiente universitário e ganhar repercussão nacional poucas horas após o ocorrido, ampliando o debate sobre os limites entre manifestações políticas e a realização de eventos públicos durante a pré-campanha.
Embora ainda não haja desdobramentos oficiais relacionados ao tumulto, o episódio evidencia como agendas presenciais de pré-candidatos podem rapidamente se transformar em disputas de narrativa entre aliados e adversários, especialmente quando vídeos da confusão passam a circular amplamente nas redes sociais.
Até a publicação desta reportagem, permaneciam sem manifestação oficial tanto a assessoria de Fernando Haddad quanto a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O espaço segue aberto para eventuais posicionamentos.