O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) mantém a liderança na corrida pelo Governo de São Paulo em 2026, segundo levantamento divulgado pelo Paraná Pesquisas nesta quinta-feira (19). No cenário de segundo turno, ele aparece com 51,4% das intenções de voto, contra 37,9% de Fernando Haddad (PT).
A diferença atual é de 13,5 pontos percentuais, com 6,9% dos entrevistados declarando voto branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 3,8% sem resposta definida. O resultado mantém Tarcísio como favorito, mas revela uma mudança relevante na dinâmica eleitoral paulista.
O dado que mais chama atenção no levantamento é a trajetória da disputa ao longo dos últimos meses. Em fevereiro, Tarcísio registrava 58,7% contra 32,4% de Haddad, uma distância de 26,3 pontos percentuais, mais que o dobro da observada atualmente.
A nova fotografia eleitoral sugere que o Palácio dos Bandeirantes continua favorável ao atual governador, mas também mostra uma aproximação gradual entre os dois principais nomes da disputa. A redução da distância passou a ser o principal movimento captado pela pesquisa.
Tarcísio continua favorito, mas margem encolhe desde fevereiro
A série histórica divulgada pelo instituto mostra uma tendência consistente de aproximação entre os dois principais nomes da disputa paulista.
- Fevereiro: Tarcísio 58,7% x Haddad 32,4%
- Abril: Tarcísio 53,4% x Haddad 37,3%
- Maio: Tarcísio 52,7% x Haddad 37,6%
- Junho: Tarcísio 51,4% x Haddad 37,9%
Os números indicam que o governador preserva vantagem confortável, mas perdeu parte da folga eleitoral observada no início do ano. Ao mesmo tempo, Haddad manteve desempenho estável nos levantamentos mais recentes.
Embora o governador preserve uma vantagem de dois dígitos, a sequência de quatro pesquisas mostra uma redução contínua da distância entre os dois principais candidatos. Em campanhas eleitorais, levantamentos sucessivos costumam ser observados mais pelas tendências que revelam do que pela fotografia isolada de cada momento.
Rejeição ainda impõe barreira relevante ao ex-ministro
Apesar da redução da distância, Haddad enfrenta um obstáculo importante na disputa.
O levantamento aponta que o petista lidera a rejeição entre os possíveis candidatos ao governo paulista, com 42,5%, índice superior ao de Tarcísio, que registra 29,1%.
Na sequência aparecem Paulo Serra (PSDB), com 17,0%, e Kim Kataguiri (Missão), com 15,9%.
A combinação entre intenção de voto e rejeição ajuda a medir o potencial de crescimento de cada candidatura. Enquanto Tarcísio aparece em vantagem nos dois indicadores, Haddad enfrenta o desafio de ampliar apoio sem elevar a resistência já identificada pelo levantamento.
Para o governador, a menor rejeição funciona como um ativo político relevante na manutenção da liderança observada pela pesquisa Paraná Pesquisas São Paulo 2026.
Primeiro turno confirma polarização no maior colégio eleitoral do país
No cenário estimulado de primeiro turno, Tarcísio também aparece na liderança com 45,6% das intenções de voto.
Haddad surge em segundo lugar com 34,1%, enquanto Paulo Serra alcança 4,6% e Kim Kataguiri registra 3,0%.
Os números mostram que a disputa permanece concentrada nos dois principais grupos políticos do estado, deixando pouco espaço para candidaturas alternativas ganharem competitividade neste momento.
Além da corrida ao governo, o levantamento identificou movimentação relevante na disputa pelo Senado, com Marina Silva (Rede Sustentabilidade) liderando os dois cenários testados pelo instituto. No primeiro, ela registra 35,1%, à frente de Simone Tebet (PSB), com 32,4%, e Guilherme Derrite (PP), com 26,7%. No segundo cenário, aparece com 35,9%, seguida por Derrite, com 26,4%, e Márcio França (PSB), com 25,4%.
São Paulo concentra o maior eleitorado do país e costuma funcionar como um dos principais termômetros políticos nacionais. Por isso, movimentos observados na disputa estadual são acompanhados de perto por partidos e estrategistas que também projetam influência sobre a corrida presidencial. Hoje, a pesquisa mostra que Tarcísio vence Haddad, mas também revela que a margem de vantagem do governador ficou significativamente menor do que a registrada no início de 2026.