A nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta semana mostra que Sergio Moro (PL) mantém ampla liderança na corrida pelo Governo do Paraná. O senador aparece com 42,3% das intenções de voto, abrindo uma vantagem de 22,4 pontos percentuais sobre o segundo colocado.
O principal adversário no levantamento é Requião Filho (PDT), que registra 19,9%. Atrás dele aparecem Rafael Greca (MDB), com 13,9%, e Sandro Alex (PSD), com 10,7%. Os demais nomes não ultrapassam 2% das preferências.
Mais do que indicar quem está na frente, a pesquisa governo do Paraná revela uma dinâmica eleitoral que começa a se consolidar. Moro concentra sozinho um volume de apoio superior à soma de vários concorrentes, enquanto os adversários seguem divididos em diferentes campos políticos, sem um nome capaz de monopolizar a oposição.
O efeito prático é uma mudança no tabuleiro da sucessão estadual. Com vantagem confortável e estabilidade nas intenções de voto, Moro entra na fase inicial da disputa ocupando uma posição que obriga os demais pré-candidatos a buscar diferenciação e espaço político.
Sergio Moro governo do Paraná amplia distância dos concorrentes
Os números mostram um cenário confortável para o ex-juiz da Operação Lava Jato. Com 42,3%, Moro alcança mais que o dobro da intenção de voto registrada por Requião Filho.
A diferença ganha relevância porque ocorre em um cenário com múltiplas candidaturas competitivas. Em vez de existir uma polarização entre dois nomes, o eleitorado opositor aparece distribuído entre diferentes pré-candidatos.
Entre os principais resultados do levantamento:
- Sergio Moro (PL): 42,3%
- Requião Filho (PDT): 19,9%
- Rafael Greca (MDB): 13,9%
- Sandro Alex (PSD): 10,7%
- Tony Garcia (DC): 1,4%
- Luiz França (Missão): 0,9%
Outro dado relevante é que Moro alcança 42,3% mesmo diante de um cenário pulverizado, com vários nomes tentando ocupar espaços distintos do eleitorado. Em disputas estaduais, patamares acima de 40% costumam indicar um grau elevado de conhecimento público e uma base eleitoral já consolidada.
Fragmentação pressiona adversários e aumenta peso das alianças
A pesquisa também expõe uma dificuldade enfrentada pelos concorrentes: nenhum deles conseguiu se consolidar como principal alternativa ao senador. Embora Requião Filho apareça na segunda colocação, a distância para o líder permanece ampla.
A vantagem de Moro cria um desafio para os partidos que pretendem disputar o Palácio Iguaçu. Sem um adversário claramente consolidado, legendas que disputam faixas semelhantes do eleitorado correm o risco de dividir votos, cenário que tende a beneficiar quem já aparece isolado na liderança.
Essa configuração aumenta a importância das futuras negociações políticas. À medida que a eleição Paraná 2026 se aproxima, alianças, apoios regionais e definições partidárias podem ganhar peso na tentativa de reduzir a distância observada atualmente.
Sucessão de Ratinho Junior ainda busca um nome competitivo
Outro aspecto revelado pelo levantamento é a dificuldade do sistema político paranaense em apresentar um contraponto eleitoral com força semelhante à de Moro. Os principais concorrentes possuem visibilidade regional, mas ainda não demonstraram capacidade de converter esse capital político em intenção de voto próxima à do senador.
O resultado também fortalece a posição de Moro nas futuras articulações partidárias. Pesquisas eleitorais costumam servir como referência para decisões sobre apoios e composições de chapa, e uma vantagem superior a vinte pontos amplia naturalmente seu peso nas negociações políticas.
A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 9 de junho, com 1.500 entrevistados em 56 municípios do Paraná. O levantamento possui margem de erro de 2,6 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Neste momento, Sergio Moro lidera pesquisa em um cenário que ainda não produziu um adversário consolidado para a sucessão estadual. Mais do que a vantagem numérica, o levantamento evidencia que o principal desafio dos demais grupos políticos passa pela construção de uma candidatura capaz de concentrar apoios e competir em condições mais equilibradas na disputa pelo governo paranaense.