Operação Força Integrada III concentra ofensiva da PF em 16 estados

Coordenada pela Polícia Federal, mobilização integra operações distintas das FICCOs para cumprir prisões, buscas e bloqueios patrimoniais em investigações sobre facções e outros crimes.
Agentes da FICCO durante a Operação Força Integrada III em ação coordenada pela Polícia Federal contra organizações criminosas.
Agentes das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) participam da Operação Força Integrada III, coordenada pela Polícia Federal, com ações simultâneas em 16 estados.(Imagem:FICCO-RN/Arquivo).

Operação Força Integrada III, coordenada pela Polícia Federal (PF), mobilizou nesta quarta-feira (8) uma ação simultânea em 16 estados brasileiros para executar medidas judiciais em investigações relacionadas ao crime organizado. A estratégia reúne operações independentes conduzidas pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), que apuram crimes como tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, homicídios, roubos de cargas e outras atividades ilícitas.

Ao todo, a Justiça autorizou 181 mandados de busca e apreensão, 93 mandados de prisão e outras medidas cautelares. Embora cada investigação tenha alvos e objetivos próprios, todas foram executadas de forma coordenada na mesma data, dentro de uma atuação integrada das FICCOs espalhadas pelo país.

Estados concentram operações com diferentes focos

Entre as ações de maior alcance está a Operação Consigliere, na Paraíba, que cumpre 46 mandados de busca e apreensão e 13 de prisão preventiva na Paraíba, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e à lavagem de capitais.

Em Minas Gerais, a Operação Borak executa 10 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão contra investigados por tráfico de drogas, homicídios e posse ilegal de arma de fogo. A decisão judicial também determinou a retirada de câmeras de vigilância instaladas irregularmente em vias públicas, que, segundo a investigação, eram utilizadas para favorecer a atuação do grupo criminoso.

No Ceará, a Operação Conexão Amazônia cumpre 16 mandados de busca e apreensão nos estados do Ceará, Pernambuco, Pará e Amazonas. Além das buscas, a Justiça autorizou bloqueio e sequestro de bens em investigação sobre tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro.

Em São Paulo, duas operações fazem parte da mobilização nacional. A Operação Desatrela investiga associação criminosa voltada ao roubo de cargas e caminhões, enquanto a Operação Argenti Lardum apura furtos, roubos e receptação de cargas, com cumprimento de mandados também no Paraná.

Ações alcançam todas as regiões do país

A mobilização também reúne operações no Amapá, Acre, Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Bahia, além de outras frentes em Minas Gerais e São Paulo. As investigações tratam ainda de homicídios, fornecimento de insumos químicos para adulteração de entorpecentes, atuação de facções criminosas, furtos de cargas e crimes relacionados ao sistema prisional.

Entre as operações estão a Zip Lock (Amapá), Ruptura (Acre), Torre 8 (Amazonas), Blend (Goiás), Thálassa(Maranhão), Mandamus (Mato Grosso do Sul), Conexão (Uberaba/MG), Coalizão – COP VIII (Pará), Non Maneat(Pernambuco), Contenção (Piauí), Matriarca e Busting (Rio Grande do Norte), Sinal Proibido (Sergipe) e Rebojo(Bahia), cada uma voltada para investigações específicas conduzidas pelas respectivas FICCOs.

As FICCOs são coordenadas pela Polícia Federal e reúnem representantes das Polícias Civil, Militar, Penal e Rodoviária Federal, além das Secretarias de Segurança Pública, Guardas Municipais e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), conforme a estrutura de cada estado. O modelo busca integrar informações e recursos das forças de segurança para ampliar a capacidade de investigação contra organizações criminosas, que atuam em diferentes regiões do país.

Segundo a Polícia Federal, as investigações permanecem em andamento para esclarecer os fatos e identificar outros possíveis envolvidos.

Foto de Eloiza Matarese

Eloiza Matarese

Eloiza Matarese é jornalista do J1 News Brasil, com atuação em Política e Poder. Produz conteúdos estratégicos e analíticos sobre governos, eleições, decisões públicas e articulações institucionais, com olhar investigativo voltado a identificar impactos, contradições e desdobramentos relevantes para o leitor.

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