Caso Isabelle Caracristi ganha novo elemento após revelação de gravidez

Irmão revela que Isabelle estava grávida enquanto celular, câmeras e perícias são analisados na reconstrução das últimas horas da estudante em Fortaleza.
Isabelle Caracristi em elevador; caso ganhou novo desdobramento após irmão revelar gravidez
Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta em condomínio de Fortaleza em 13 de setembro de 2026.(Imagem: Divulgação).

A informação de que Isabelle Caracristi, de 22 anos, estava grávida acrescentou um fato até então desconhecido à investigação sobre a morte da estudante de Direito, encontrada sem vida em 13 de setembro, no condomínio onde morava com o namorado, em Fortaleza. A revelação foi feita nesta segunda-feira (21) pelo irmão, Rafael MagalhãesO período da gestação não foi divulgado, e a investigação ainda não concluiu oficialmente a dinâmica da morte.

Em entrevista à CBN/O Povo, Rafael afirmou que a família recebeu a confirmação a partir de dados e do celular de Isabelle, que está sob análise especializada. Outra entrevista do irmão, divulgada pela TV Cidade Fortaleza, atribuiu a descoberta a um teste. Até o momento, não há detalhamento público da Perícia Forense do Ceará sobre o estágio da gestação.

No vídeo abaixo, Rafael fala sobre a descoberta da gravidez:

O caso ganhou forte repercussão após Isorlanda Caracristi, mãe de Isabelle, publicar um vídeo relatando os últimos contatos com a filha e cobrando esclarecimentos. O J1 publicou o vídeo e o relato da mãe de Isabelle na íntegra.

Caso Isabelle Caracristi tem intervalo ainda sem explicação

As câmeras do condomínio permitem reconstruir parte daquele domingo. Isabelle chegou ao edifício às 17h58 de 13 de setembro. João Munhoz Neto desceu para encontrá-la, e os dois seguiram juntos de elevador para o apartamento no 15º andar.

Às 18h33, João aparece deixando o prédio sozinho e com outra roupa. No elevador, as imagens também registram o namorado mexendo em um anel na mão direita, gesto descrito na cobertura das gravações como uma aparente troca de posição da peça.

O registro repercutiu nas redes sociais, mas não há informação pública da Polícia Civil atribuindo significado ao movimento. A gravação permite identificar o gesto, não determinar sua motivação.

Às 19h12, Isabelle aparece sozinha no elevador, com o celular nas mãos, seguindo para a cobertura, no 23º andar. Dez minutos depois, às 19h22, enviou a última mensagem conhecida à mãe. Segundo a cronologia divulgada, a morte ocorreu por volta das 20h40.

O intervalo entre a subida de Isabelle ao 23º andar e sua morte permanece entre os pontos que a investigação precisa reconstruir.

Celular conecta descoberta da gravidez às últimas horas

O telefone aparece em dois momentos relevantes do caso Isabelle Caracristi. Isabelle é registrada utilizando o aparelho pouco antes da morte e, oito dias depois, Rafael afirmou que dados relacionados ao celular participaram da descoberta da gravidez. O irmão disse não saber quantas semanas tinha a gestação nem desde quando Isabelle sabia que estava grávida.

O aparelho está sob análise da Polícia Civil. A investigação também examina as câmeras de segurança e outros vestígios. Um celular e um tablet da mãe de João, Sara Regina Alexandre Munhoz, foram apreendidos para perícia.

João continuava sendo procurado pela Polícia Civil para diligências nesta segunda-feira. A SSPDS não havia informado publicamente se ele era considerado suspeito ou investigado. As imagens mostram que ele retornou ao condomínio às 22h48, quando o veículo da Perícia Forense já estava na garagem.

Perícia ainda precisa esclarecer a dinâmica da morte

A Perícia Forense identificou politraumatismo e lesões compatíveis com impacto contra o solo. Os exames toxicológicos tiveram resultado negativo para substâncias de interesse. A SSPDS informou ainda que foram realizadas perícias complementares em áreas comuns e no apartamento, além de coleta adicional de vestígios de DNA.

A polícia já havia colhido quatro depoimentos e previa ouvir outras quatro pessoas. Até esta segunda-feira, não havia sido divulgada conclusão oficial sobre a dinâmica que levou à morte de Isabelle.

A gravidez passa a integrar o conjunto de informações conhecidas sobre a estudante, mas sua eventual relevância para a investigação ainda não foi estabelecida publicamente. O ponto objetivo que permanece aberto no caso Isabelle Caracristi é a reconstrução do período entre a ida da jovem ao 23º andar, às 19h12, e a morte registrada por volta das 20h40, intervalo cuja explicação depende das perícias, dos aparelhos, das imagens e dos depoimentos.

Foto de Eloiza Matarese

Eloiza Matarese

Eloiza Matarese é jornalista do J1 News Brasil, com atuação em Política e Poder. Produz conteúdos estratégicos e analíticos sobre governos, eleições, decisões públicas e articulações institucionais, com olhar investigativo voltado a identificar impactos, contradições e desdobramentos relevantes para o leitor.

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