Inquérito das fake news tem acesso negado a Fux e 104 casos pendentes

Edson Fachin negou o pedido de Luiz Fux para acessar integralmente o inquérito das fake news. O STF analisa 104 procedimentos relacionados à investigação, e o possível arquivamento depende de diligências da PF e da PGR.
Ministro Luiz Fux durante sessão plenária do STF. Magistrado teve pedido de acesso integral ao inquérito das fake news negado por Edson Fachin.
Ministro Luiz Fux durante sessão plenária do STF. Fachin negou seu pedido de acesso integral aos autos do inquérito das fake news.(Imagem: Ton Molina/STF.)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, negou nesta sexta-feira (9/10) o pedido do ministro Luiz Fux para acessar integralmente documentos sigilosos do inquérito das fake news. Ao mesmo tempo, 104 procedimentos relacionados à investigação permanecem sob análise. Ainda não há previsão de arquivamento definitivo.

Fachin afirmou que pretende encerrar a investigação. No entanto, condicionou a decisão à conclusão de diligências junto à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). O arquivamento ainda não foi determinado. Além disso, a liberação integral dos autos depende das etapas processuais pendentes.

Inquérito das fake news envolve pedido de Fux sobre Bolsonaro

Na quinta-feira (8/10), Fux determinou que a Secretaria Judiciária do STF disponibilizasse, em 48 horas, acesso integral e eletrônico aos inquéritos das fake news e das milícias digitais. Além disso, pediu acesso às petições relacionadas à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O pedido ocorreu no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1144, apresentada pelo Progressistas (PP). Fachin negou a solicitação imediata e indicou que a publicidade integral dos documentos deverá ocorrer após o cumprimento das providências necessárias ao encerramento da investigação.

Arquivamento não anula decisões contra Bolsonaro

Instaurado em 2019, o inquérito das fake news passou por uma mudança de condução em setembro de 2026. Na ocasião, Fachin revogou a designação de Alexandre de Moraes, preservando os atos anteriores regularmente praticados.

A distinção é importante porque o eventual arquivamento do inquérito não anula automaticamente decisões judiciais, incluindo aquelas relacionadas à condenação de Jair Bolsonaro. Qualquer revisão depende de apreciação judicial específica.

Com a negativa, Fux permanece sem o acesso integral solicitado. O próximo passo depende da análise dos procedimentos pendentes e das diligências mencionadas por Fachin, ainda sem prazo confirmado para conclusão do inquérito das fake news.

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Eloiza Matarese

Eloiza Matarese é jornalista do J1 News Brasil, com atuação em Política e Poder. Produz conteúdos estratégicos e analíticos sobre governos, eleições, decisões públicas e articulações institucionais, com olhar investigativo voltado a identificar impactos, contradições e desdobramentos relevantes para o leitor.

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