A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), foi internada na tarde deste sábado (30/5), no Hospital Santa Lúcia, em Brasília, após sentir dores na região torácica e receber diagnóstico de pneumotórax.
O quadro de saúde deixou a governadora do DF internada em observação médica, sem previsão de alta informada até o momento. As dores começaram pela manhã, antes da ida ao hospital, e exigiram acompanhamento clínico ao longo do dia.
A internação ocorre depois de uma semana de forte exposição pública de Celina, que esteve diretamente envolvida na articulação do empréstimo fechado pelo Governo do Distrito Federal para capitalizar o Banco de Brasília (BRB).
O caso reúne dois planos distintos: o estado de saúde da governadora e o momento institucional do GDF. Não há informação que relacione o pneumotórax à crise do BRB, mas a internação interrompe a agenda presencial de Celina em uma fase sensível para o governo.
Celina Leão internada com pneumotórax: o que se sabe
O pneumotórax ocorre quando há presença de ar entre as camadas que revestem o pulmão e a parede torácica. Essa condição pode comprimir o pulmão e provocar dores na região do peito, como as relatadas pela governadora.
Segundo informações de pessoas que acompanham o caso, Celina estava instável quando deu entrada no hospital. A governadora permanece sob observação, o que mantém em aberto a evolução clínica e a definição sobre alta médica.
Antes da internação, Celina cumpriu agenda neste sábado. Mais cedo, participou da festa de aniversário da ex-secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.
Internação ocorre após acordo bilionário para o BRB
A semana de Celina foi marcada pelo desfecho da operação financeira construída para socorrer o BRB. Conforme publicado pelo portal Economic News Brasil, o GDF fechou um empréstimo de R$ 6,5 bilhões para capitalizar o banco público após perdas ligadas à crise do Banco Master.
A operação foi destravada após impasse envolvendo União, Fundo Garantidor de Créditos (FGC), bancos privados e Supremo Tribunal Federal (STF). O acordo deu fôlego financeiro ao BRB, mas também aumentou a exposição política da governadora.
Crise do Banco Master ampliou pressão sobre o GDF
O Banco Master virou uma das principais conexões da crise porque aprofundou negócios com o BRB, especialmente em operações envolvendo compra de carteiras de crédito. Essas transações ajudaram o banco público do Distrito Federal a ampliar receitas e acelerar sua expansão fora de Brasília.
O problema ganhou outra dimensão quando Polícia Federal, Ministério Público Federal e Banco Central passaram a investigar parte dessas operações. Os órgãos apuram se o BRB adquiriu ativos sem lastro suficiente ou vinculados a estruturas consideradas irregulares dentro do Banco Master. Segundo fonte ouvida sob anonimato pelo J1 News Brasil, avançaram as tratativas para uma possível colaboração premiada do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A informação, se confirmada pelas autoridades, pode ampliar o alcance político da apuração, porque envolveria ex-gestores do GDF e nomes ligados ao Congresso Nacional.
Esse cenário colocou Celina no centro de uma agenda de alto custo institucional. A governadora defendeu publicamente a solução para o BRB, agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o acordo e classificou o desfecho como uma alternativa menos danosa para o banco.