Uma americana de 40 anos foi encontrada morta no domingo (31) em um quarto do hotel Rosewood São Paulo, hotel de luxo localizado na região central da capital paulista. Identificada como Hilde Ann Lynn, ela estava no Brasil havia cerca de três semanas e, segundo relato apresentado à polícia, teria viajado ao país para realizar um procedimento estético.
O caso passou a ser investigado após funcionários do hotel encontrarem a hóspede sem vida no quarto. No local, policiais registraram a presença de uma garrafa vazia de vodca, um copo caído no chão e diversos comprimidos espalhados próximos à cama.
A morte ocorre em um contexto que amplia a atenção sobre a estadia da turista no país. Um homem que se apresentou como cirurgião plástico da americana afirmou que ela havia chegado ao Brasil semanas antes e acompanhava um tratamento relacionado a um procedimento estético.
A investigação ainda busca esclarecer se os objetos encontrados no quarto possuem relação com a morte. Até o momento, as autoridades não divulgaram laudos que apontem a causa do óbito.
O que já foi confirmado pela investigação
De acordo com o boletim de ocorrência, o médico procurou a administração do hotel após não conseguir contato com Hilde Ann Lynn por telefone durante parte do domingo.
Segundo o relato prestado à polícia, ele informou que a paciente fazia uso de drogas e que, dias antes, precisou ser levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em razão de uma possível overdose.
O boletim também registra que, na véspera, o sistema do hotel recebeu uma reclamação envolvendo Hilde Ann Lynn e amigas em um dos estaurantes do Rosewood, conforme publicado pelo G1. Segundo o registro, elas estariam visivelmente bêbadas e com comportamento exaltado, incluindo exposição parcial do corpo, o que teria causado constrangimento a outros hóspedes.
Entre os elementos registrados até agora estão:
- A vítima era cidadã dos Estados Unidos;
- Estava hospedada no Rosewood São Paulo;
- Havia chegado ao Brasil cerca de três semanas antes;
- Teria realizado procedimento estético durante a viagem;
- Foi encontrada sem vida dentro do quarto do hotel.
Procedimento estético passa a integrar contexto da apuração
A informação de que a turista viajou ao Brasil para realizar um procedimento estético não estabelece relação entre a intervenção e a morte. No entanto, o dado passou a integrar o contexto analisado pelas autoridades responsáveis pela investigação.
O Brasil recebe anualmente pacientes estrangeiros atraídos por tratamentos médicos e procedimentos estéticos, especialmente em grandes centros urbanos como São Paulo. No caso de Hilde Ann Lynn, porém, ainda não há informações públicas sobre qual intervenção foi realizada nem quando ela ocorreu.
A ausência de laudos conclusivos também impede qualquer associação oficial entre o histórico médico da vítima, os medicamentos encontrados no quarto e a causa do óbito.
O que ainda depende dos laudos
A principal etapa da investigação agora é determinar o que provocou a morte da hóspede americana. Exames periciais deverão apontar se houve alguma condição clínica, intoxicação, reação medicamentosa ou outro fator relacionado ao caso.
Também permanece sem resposta se os comprimidos encontrados no quarto pertenciam à vítima e se estavam sendo utilizados sob prescrição médica.
Com a identificação da vítima e a coleta dos primeiros depoimentos, a apuração entra em uma fase voltada à análise técnica das evidências. Até a divulgação dos laudos oficiais, as circunstâncias que levaram à morte da americana morta no Rosewood permanecem sem conclusão formal pelas autoridades.