A Rússia responde ataque da Ucrânia com uma das maiores ofensivas aéreas desde o início da guerra. Na madrugada desta terça-feira (2), Moscou lançou 656 drones e 73 mísseis contra diversas regiões ucranianas. Além disso, afirmou que a operação foi uma retaliação aos recentes ataques realizados por Kiev dentro do território russo.
Segundo autoridades ucranianas, a ofensiva atingiu 38 alvos, deixou entre 11 e 13 mortos, mais de 100 feridos e provocou danos em áreas residenciais e estruturas estratégicas. Em Kiev, cerca de 140 mil pessoas ficaram sem energia elétrica após os bombardeios. Vale destacar que Rússia responde ataque da Ucrânia de forma intensa nessas regiões.
O ataque ocorre poucos dias após operações ucranianas que atingiram instalações militares consideradas sensíveis para Moscou. Ao assumir oficialmente a autoria da ação, o Kremlin reforça a narrativa. Assim, passa a responder com força ampliada a ataques realizados em seu próprio território ao mesmo tempo que Rússia responde ataque da Ucrânia na linha de frente.
A operação foi uma das maiores registradas pela Ucrânia em volume de drones e mísseis desde o início do conflito. Além do uso massivo de aeronaves não tripuladas, a Rússia empregou mísseis hipersônicos Zircon e armamentos de longo alcance contra diferentes regiões do país.
Rússia liga ofensiva aos ataques ucranianos em território russo
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que a operação foi realizada em resposta aos chamados “atos terroristas do regime de Kiev”. Segundo Moscou, os alvos atingidos incluíram instalações de combustível, estruturas logísticas e aeródromos utilizados pelas Forças Armadas ucranianas.
A resposta russa ocorre após a Ucrânia demonstrar capacidade de atingir estruturas militares localizadas longe da linha de frente. Nos últimos dias, ataques contra ativos estratégicos ampliaram a pressão sobre Moscou. Além disso, aumentaram o peso político e militar das operações realizadas dentro do território russo, mostrando como Rússia responde ataque da Ucrânia em múltiplos níveis.
Ao relacionar diretamente a ofensiva aos ataques anteriores, o Kremlin busca enquadrar a operação como uma reação militar planejada. A narrativa adotada por Moscou surge em um momento em que ações realizadas dentro da Rússia passaram a ocupar papel central na condução do conflito.
Ataque russo em Kiev deixa destruição e amplia pressão sobre civis
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que um prédio residencial de 24 andares foi atingido e incendiado, enquanto outro edifício de nove andares pegou fogo após o impacto de destroços. Autoridades locais relataram ainda danos em clínicas, imóveis residenciais e áreas próximas a uma creche.
Entre os principais impactos registrados pelas autoridades estão:
- Prédios residenciais destruídos ou parcialmente danificados;
- Mais de 100 feridos em diferentes regiões da Ucrânia;
- Risco de vítimas presas sob escombros em Kiev;
- Interrupções no fornecimento de energia para cerca de 140 mil moradores.
Em Dnipro, autoridades registraram mortes e destruição significativa após os ataques. Já em Kharkiv, uma criança esteve entre os feridos durante bombardeios que atingiram a região nordeste do país. Além disso, isso ampliou o alcance da ofensiva para além da capital.
Uso de drones e mísseis mostra alcance da retaliação da Rússia contra a Ucrânia
Os números divulgados pela Força Aérea da Ucrânia revelam a dimensão da operação. Segundo Kiev, 602 drones e 40 mísseis foram interceptados ou neutralizados, mas parte significativa do ataque conseguiu atingir os objetivos definidos por Moscou.
Um dos aspectos mais relevantes da ofensiva foi o emprego de oito mísseis hipersônicos Zircon, armamento que, segundo a Rússia, pode alcançar velocidades superiores a nove vezes a velocidade do som. Além disso, pode atingir alvos a até mil quilômetros de distância. Dessa forma, vemos que Rússia responde ataque da Ucrânia sempre elevando o seu poder de fogo.
Enquanto a Ucrânia contabilizava os danos, regiões russas também registraram incidentes. A refinaria de petróleo Ilsky, na região de Krasnodar, pegou fogo após um ataque com drones. Já o Ministério da Defesa russo afirmou ter abatido 148 drones ucranianos durante a mesma noite.
A simultaneidade dos ataques mostra que as duas partes passaram a ampliar o alcance de suas operações militares para além das áreas tradicionalmente associadas ao front de batalha. O resultado é um conflito cada vez mais marcado por ofensivas contra infraestrutura estratégica. Isso traz impactos diretos sobre a capacidade operacional dos dois lados e amplia a pressão sobre eventuais iniciativas diplomáticas para encerrar a guerra.