O advogado Rodrigo Pantaleão foi encontrado morto nesta quinta-feira (25) em sua residência, no bairro Itacorubi, em Florianópolis. A Polícia Civil de Santa Catarina informou que, pelas primeiras análises, a ocorrência aponta para hipótese inicial de morte natural, mas a causa do óbito será definida somente após a conclusão do laudo necroscópico.
Segundo a corporação, o advogado já estava em óbito havia alguns dias quando foi localizado. Durante o atendimento da ocorrência, os policiais informaram que não encontraram sinais de invasão no imóvel nem lesões aparentes no corpo, elementos que fazem parte da análise inicial da investigação.
A morte ganhou repercussão nacional porque Pantaleão havia se tornado conhecido no fim de maio, após uma audiência virtual em que sua manifestação chamou atenção e provocou debate entre profissionais do Direito. Até o momento, a Polícia Civil não indicou qualquer relação entre aquele episódio e a investigação sobre a morte, que segue em andamento.
Enquanto a investigação prossegue, a Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB-SC) informou que acompanhará o caso e defendeu uma apuração completa. O objetivo é que todas as circunstâncias da morte sejam esclarecidas de forma transparente, independentemente do resultado da perícia.
Rodrigo Pantaleão ficou conhecido após audiência virtual
Rodrigo Pantaleão ganhou projeção nacional em 28 de maio, durante uma audiência criminal realizada por videoconferência. Na fase das alegações finais, o advogado declarou que a defesa corroborava as manifestações apresentadas pelo Ministério Público.
A declaração repercutiu rapidamente nas redes sociais e em veículos de comunicação, principalmente porque a juíza Carolina Ranzolin concluiu que o réu havia ficado indefeso diante da atuação do defensor durante a sessão.
A decisão da magistrada ampliou a repercussão do episódio ao reconhecer que o direito de defesa do acusado havia sido comprometido, transformando a audiência em um dos casos jurídicos mais comentados daquele período.
O que já se sabe sobre a morte de Rodrigo Pantaleão
Em nota oficial, a Polícia Civil informou que as primeiras diligências não identificaram sinais de arrombamento, invasão ou violência na residência onde o advogado foi encontrado.
Até o momento, os investigadores confirmaram:
- o corpo já estava no imóvel havia alguns dias;
- não havia sinais aparentes de lesões;
- o imóvel não apresentava indícios de invasão;
- a investigação permanece em fase preliminar enquanto aguarda o resultado da perícia.
Nesse estágio, o laudo necroscópico é o principal elemento técnico para confirmar a causa da morte e indicar se haverá necessidade de novas diligências ou se a hipótese inicial poderá ser confirmada pelas autoridades.
OAB acompanha investigação enquanto perícia é concluída
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Santa Catarina (OAB-SC) informou que acompanhará as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Em nota, o presidente da entidade, Juliano Mandelli, afirmou que a OAB espera uma apuração “célere, rigorosa e transparente”, especialmente para esclarecer todos os fatos relacionados ao caso e verificar se existe qualquer circunstância que demande atuação institucional da Ordem.
A investigação permanece em andamento e os próximos encaminhamentos dependerão das conclusões da perícia oficial, que deverá indicar a causa da morte e orientar a continuidade das apurações da Polícia Civil de Santa Catarina.