O Partido dos Trabalhadores (PT) encerrou meses de indefinição e lançou, nesta segunda-feira (20), o deputado federal Patrus Ananias como pré-candidato ao governo de Minas Gerais. A escolha ocorre depois de o partido tentar, sem sucesso, convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSB) a entrar na disputa e de a ex-prefeita de Contagem Marília Campos optar por manter sua pré-candidatura ao Senado.
O anúncio foi feito por Patrus nas redes sociais e confirmado após reunião da direção executiva do PT de Minas Gerais com parlamentares da legenda, em Belo Horizonte. A candidatura ainda depende de homologação na convenção partidária, prevista para 31 de julho, dentro do calendário eleitoral que prevê convenções entre 20 de julho e 5 de agosto.
Em vídeo publicado após a definição, Patrus afirmou que pretende percorrer o estado para ouvir a população antes da campanha oficial.
“Quero percorrer o nosso estado para conversar com você diretamente, ouvir também as pessoas e, juntos, construirmos o estado de Minas Gerais”, declarou.
PT muda estratégia após negativas de aliados
A escolha de Patrus encerra um período de articulações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para encontrar um nome capaz de liderar o palanque governista em Minas Gerais, um dos principais colégios eleitorais do país. Inicialmente, Lula buscou convencer Rodrigo Pacheco a disputar o governo estadual, mas o senador anunciou que encerrará sua trajetória política ao fim do mandato. Depois, Marília Campos também retirou seu nome da disputa para concentrar esforços na corrida ao Senado.
Com esse cenário, aliados do presidente passaram a defender Patrus como o nome mais viável para iniciar um processo de fortalecimento do PT no estado, avaliação que foi consolidada pela direção partidária nesta segunda-feira.
Experiência política será um dos pilares da pré-campanha
Aos 74 anos, Patrus Ananias é advogado, professor e servidor público. Foi vereador, prefeito de Belo Horizonte entre 1993 e 1996 e atualmente exerce o quarto mandato como deputado federal.
Também integrou os governos petistas em Brasília, ocupando o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome no primeiro governo Lula, período em que participou da implementação do Bolsa Família, e o Ministério do Desenvolvimento Agrário durante a gestão de Dilma Rousseff.
Agora oficialmente escolhido pelo PT mineiro, Patrus inicia a fase de pré-campanha enquanto o partido trabalha na formação da chapa e nas alianças para a eleição de outubro de 2026. A confirmação definitiva da candidatura dependerá da convenção partidária marcada para o fim deste mês.