Quem pilotava o helicóptero de Rick? Nome ainda não foi divulgado

O helicóptero de Rick desapareceu em Santa Catarina com quatro pessoas a bordo. O nome do piloto ainda não foi divulgado, enquanto equipes mantêm as buscas.
Helicóptero de Rick Sollo, modelo Bell 430, ao lado de imagem do cantor durante apresentação
Montagem mostra Rick Sollo e o Bell 430 PP-MGR, helicóptero desaparecido em Santa Catarina com quatro pessoas a bordo.(Imagem: Editorial).

Quem estava no comando do helicóptero de Rick Sollo quando a aeronave perdeu contato em Santa Catarina? Rick e o empresário Bruno Avelar foram identificados desde as primeiras informações. Depois, a equipe de Bruno informou que o videomaker Paulo Soares e um piloto também estavam a bordo. O nome do piloto ainda não aparece nas informações públicas consultadas.

Outros detalhes do Bell 430 PP-MGR já são conhecidos: proprietário, categoria de operação e situação documental. Permanece sem esclarecimento público, porém, qual era o vínculo do piloto com a JTA e quem respondia pela operação daquele voo.

Não há confirmação oficial de acidente. Rick e os outros três ocupantes continuam sendo procurados.

Quem pilotava o helicóptero de Rick?

A JTA Empreendimentos e Urbanismo, proprietária da aeronave, informou que o helicóptero havia sido emprestado a Rick e Bruno, amigos do dono da empresa.

“A JTA informa que seu helicóptero emprestado para uso de Bruno Avelar e o cantor Rick, amigos próximos do dono da empresa, neste momento encontra-se desaparecido”, afirmou a companhia.

A declaração esclarece por que os dois utilizavam uma aeronave pertencente à JTA, mas não informa o vínculo profissional do piloto. Essa ausência ajuda a delimitar o que ainda falta saber sobre o voo, sem permitir atribuir responsabilidade pelo desaparecimento.

Registro estava regular, mas não autorizava táxi-aéreo

Fabricado em 2001, o Bell 430 PP-MGR aparecia nos registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em situação regular. A documentação de aeronavegabilidade tinha validade até 11 de agosto de 2027, e a aeronave possuía autorização para voos por instrumentos no período noturno.

O registro era para transporte privado, não para exploração comercial como táxi-aéreo. Essa condição não comprova irregularidade no voo de Rick. Até agora, não há informação pública de que o cantor ou Bruno tenham contratado o deslocamento como serviço de táxi-aéreo.

A diferença já teve consequências em outros casos. Após a morte de Ricardo Boechat, em 2019, a Anac apurou a natureza do transporte e suspendeu cautelarmente a empresa responsável diante de indícios de transporte aéreo público irregular. No caso de Gabriel Diniz, também em 2019, houve apuração sobre transporte remunerado.

Os precedentes explicam por que regularidade da aeronave e autorização para vender transporte são questões distintas, mas não tornam os episódios equivalentes ao desaparecimento atual. A JTA afirma que o Bell 430 havia sido emprestado.

Dois pontos concentram as buscas pelo helicóptero

As buscas entraram no segundo dia nesta terça-feira (22). Mais de 20 bombeiros, cães, drones térmicos e veículos foram mobilizados, além do apoio da Força Aérea Brasileira. A FAB empregou aeronaves H-60 Black Hawk e SC-105 Amazonas na operação.

As equipes trabalham a partir de referências diferentes. Uma delas está relacionada à última comunicação conhecida da aeronave, na região de Vacas Gordas. A outra deriva de informações obtidas a partir do celular de um dos ocupantes, que redirecionaram parte das buscas. Os pontos ficam a cerca de 30 quilômetros de distância.

Chuva, baixa visibilidade, mata fechada e dificuldades de acesso prejudicam a operação. Equipes encontraram pontes submersas e árvores bloqueando trajetos durante o deslocamento pela região.

Até as atualizações consultadas nesta terça-feira, nenhum vestígio confirmado da aeronave havia sido localizado. A família mantém a esperança: Geralda Helena, esposa de Rick, agradeceu pelas orações, enquanto Renner também pediu apoio e disse esperar que boas notícias chegassem.

A identidade do piloto permanece como uma informação ainda não divulgada nas fontes consultadas. Enquanto esse ponto pode ajudar a completar posteriormente como o voo estava organizado, a consequência imediata é concreta: as buscas continuam para localizar o Bell 430 e as quatro pessoas que estavam a bordo.

Foto de Eloiza Matarese

Eloiza Matarese

Eloiza Matarese é jornalista do J1 News Brasil, com atuação em Política e Poder. Produz conteúdos estratégicos e analíticos sobre governos, eleições, decisões públicas e articulações institucionais, com olhar investigativo voltado a identificar impactos, contradições e desdobramentos relevantes para o leitor.

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