O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (11) que já autorizou uma resposta militar em larga escala caso o governo do Irã execute ou tente executar um plano para assassiná-lo. Segundo o republicano, as Forças Armadas americanas estão preparadas para reagir imediatamente, em uma declaração que eleva novamente a tensão entre Washington e Teerã.
Em publicação na rede Truth Social, Trump escreveu que “mil mísseis estão prontos para disparo” contra a República Islâmica e que milhares de outros poderiam ser lançados em seguida caso a ameaça fosse concretizada. O presidente afirmou ainda que as ordens já foram dadas e que os militares dos EUA estariam aptos a “dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irã” por um período inicial de um ano, com possibilidade de prorrogação.
O encerramento da mensagem chamou atenção por trazer a expressão “Louvado seja Alá”, utilizada após a série de ameaças dirigidas ao governo iraniano.
Mais do que o tom adotado na publicação, a declaração indica que, segundo Trump, já existe uma autorização para uma resposta militar caso ocorra um atentado contra sua vida. Até o momento, porém, não houve anúncio de qualquer mobilização militar decorrente da publicação, nem confirmação oficial de novas operações relacionadas ao conteúdo divulgado pelo presidente.
Inteligência compartilhada por Israel antecedeu a declaração
A publicação ocorreu dois dias após o jornal The Wall Street Journal informar que Israel compartilhou com os Estados Unidos novas informações de inteligência que apontariam para um suposto plano iraniano destinado a assassinar Trump. De acordo com a reportagem, autoridades israelenses consideram que os dados representam uma nova ameaça contra o presidente americano.
Além disso, dias antes, apoiadores do governo iraniano entoaram palavras de ordem pedindo a morte de Trump durante um funeral ligado à cúpula religiosa do país. O episódio aumentou a tensão política entre os dois governos e antecedeu a publicação feita pelo presidente americano.
Disputa remonta à morte de Soleimani
A rivalidade entre Washington e Teerã ganhou um novo patamar em janeiro de 2020, quando Qassem Soleimani, comandante da Guarda Revolucionária do Irã, foi morto em um ataque ordenado por Trump. Desde então, autoridades iranianas prometem retaliar o ex-presidente, enquanto os Estados Unidos anunciaram, em diferentes ocasiões, investigações e acusações relacionadas a supostos planos iranianos para assassiná-lo.
O governo iraniano nega envolvimento em conspirações desse tipo.
A nova manifestação de Trump surge em um momento de instabilidade no Oriente Médio e reforça a escalada da retórica entre os dois países. Embora a declaração não represente, por si só, o início de uma ação militar, ela amplia a pressão diplomática e mantém elevado o risco de novos desdobramentos na relação entre Estados Unidos e Irã.