O primeiro teste eleitoral realizado pelo PT da Bahia após a repercussão do caso Banco Master indica que Jaques Wagner (PT-BA) preservou seu desempenho entre os eleitores. Segundo um levantamento interno do partido, a crise política teve um impacto menor do que dirigentes esperavam e ainda não alterou de forma significativa a competitividade do senador na disputa pela reeleição.
O tracking encomendado pela legenda mostra Jaques Wagner com 37% das intenções de voto, percentual considerado praticamente igual ao registrado antes de o caso ganhar repercussão nacional. Nos bastidores, a avaliação é que o desgaste existe, mas não foi suficiente para provocar perda imediata de apoio entre o eleitorado baiano.
A leitura interna difere do cenário apontado por uma pesquisa Quaest, segundo a qual 37% dos entrevistados afirmaram que a crise envolvendo o Banco Master e Jaques Wagner prejudica a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para dirigentes petistas, porém, esse impacto nacional ainda não apareceu nas pesquisas voltadas exclusivamente ao eleitor da Bahia, onde o senador buscará um novo mandato.
Outro dado acompanhado pelo partido envolve o ministro da Casa Civil, Rui Costa. No mesmo levantamento, ele aparece com 51% das intenções de voto para o Senado, mantendo um desempenho semelhante ao observado antes da repercussão do caso. Para a direção estadual do PT, o resultado reforça a percepção de que o cenário eleitoral permaneceu estável mesmo após a crise ganhar espaço no noticiário.
Apesar da avaliação positiva, aliados de Jaques Wagner evitam tratar o cenário como definitivo. A expectativa é que o episódio volte ao debate público com a divulgação de mensagens extraídas do celular de Guilherme Sodré, enteado do senador. Dirigentes admitem que novos fatos ainda podem influenciar a campanha, mas avaliam que, até o momento, o impacto ficou abaixo das projeções feitas quando o caso veio à tona.
Nos bastidores, a confiança permanece. Integrantes do PT afirmam que a legenda continuará acompanhando os próximos levantamentos para medir eventuais mudanças de percepção do eleitorado. Ainda assim, a avaliação predominante é que o primeiro retrato eleitoral após a crise mostrou um cenário mais resiliente do que o esperado, mantendo Jaques Wagner e Rui Costa em posição competitiva para a disputa de outubro.