A investigação Marcelo Aguiar ganhou um novo desdobramento após a Polícia Civil de São Paulo incluir lesão corporal contra Fred Bruno, apresentador da TV Globo, no boletim de ocorrência sobre o disparo de arma de fogo envolvendo o deputado estadual do PL. A atualização foi divulgada nesta quarta-feira (21), após manifestação da representante jurídica do comunicador.
Fred Bruno passou a constar como vítima de lesão corporal, e a polícia requisitou um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). A mudança contrasta com o registro inicial da ocorrência, que não identificava feridos.
De ocorrência sem feridos a lesão corporal, o que mudou no caso
Na segunda-feira (19), o J1 News Brasil publicou a reportagem Deputado Marcelo Aguiar é detido após disparo de arma em balada de SP, informando que o parlamentar havia sido conduzido à delegacia e posteriormente liberado.
Na ocasião, a informação divulgada pela Polícia Militar era de que não havia registro de feridos. O novo boletim acrescentou a identificação de Fred Bruno como vítima, após o apresentador relatar que o disparo atingiu seu sapato.
Segundo Fred, o episódio provocou dores, inchaço e alteração na coloração do pé. A atualização documenta o relato, mas não estabelece a extensão da lesão nem a responsabilidade criminal do deputado.
Fred Bruno voltou à televisão antes da conclusão da perícia
Apesar do episódio, Fred Bruno retornou à apresentação do Globo Esporte na terça-feira (20), conforme noticiado pelo UOL. O apresentador também compartilhou registros dos bastidores e agradeceu as manifestações de apoio.
O retorno à televisão ocorreu enquanto a apuração policial ainda estava em andamento. A Polícia Civil expediu uma guia para exame no IML, destinado a verificar e documentar as lesões relatadas.
Até a divulgação da atualização do boletim, não havia confirmação de conclusão do exame de corpo de delito. Assim, a existência do registro policial não deve ser confundida com um laudo pericial definitivo.
Investigação Marcelo Aguiar aguarda autorização do Tribunal de Justiça
A Polícia Civil também encaminhou ao Tribunal de Justiça de São Paulo um pedido de autorização para investigar o parlamentar, em razão do foro por prerrogativa de função.
Segundo informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública e pela Folha de S.Paulo, o pedido foi encaminhado ao TJ-SP, mas não havia confirmação de autorização judicial nas informações consultadas em 21 de outubro.
Os investigadores já haviam ouvido envolvidos no episódio e buscavam imagens de câmeras de segurança para esclarecer as circunstâncias do disparo.
Entre as questões ainda não esclarecidas está se o tiro ocorreu de maneira acidental ou intencional.
Deputado apresenta sua versão e outras suspeitas são apuradas
A assessoria de Marcelo Aguiar afirmou que o parlamentar apresentou uma reação adversa a medicamentos antes de se envolver na discussão. Segundo a equipe, ele compareceu à delegacia para prestar esclarecimentos.
A versão de que o disparo teria sido acidental ainda não foi estabelecida como conclusão da investigação.
A Polícia Civil também passou a apurar uma suspeita de importunação sexual relacionada a relatos de testemunhas sobre a conduta do parlamentar no estabelecimento. Não há conclusão de responsabilidade criminal.
Separadamente, a Assembleia Legislativa de São Paulo abriu uma apuração sobre o uso de identificação oficial em um veículo associado ao deputado.
Na investigação Marcelo Aguiar, o registro de lesão corporal acrescenta uma vítima identificada à ocorrência inicialmente divulgada sem feridos. A conclusão pericial e a autorização judicial permaneciam sem confirmação nas informações disponíveis em 21 de outubro.